sábado, 17 de junho de 2017

UM DESABAFO SOBRE O AMOR



UM DESABAFO SOBRE O AMOR

Durante muito tempo eu acreditei que o amor era semente que bastava semear para nascer, brotar, florescer...

Até que descobri que não é assim que funciona!

Hoje, penso que o amor é solo,

Que não importa a semente, pois ele, solo, por sua qualidade, decide se permite brotar ou não o que lhe jogam.

Debati-me por muito tempo para conseguir aceitar e entender isto.



Penso em alguns lugares que frequentei,

Pessoas as quais me dediquei: com meu tempo, minhas preces, meu afeto, meu zelo, preocupação, pensamentos, broncas, amor... Onde ofereci o melhor de mim, e, ao fim, quando foi minha vez de chorar, de ser abraçada, olhei em volta e me vi só, desamparada. Ao meu redor, tudo que havia era o vazio das vozes, dos sorrisos, dos ditos amigos e até intitulados irmãos...

Foi quando percebi que o amor tem um pouco de semente, porque é algo que a gente planta, mas que para germinar, a terra tem que ser compatível.

Descobri que embora possamos lançar as sementes, não podemos fazê-las germinar.
Ninguém consegue fazer o outro sentir amor: Amor é espelho de Deus, refleti-lo não é honra dada a qualquer mortal que o queira por vaidade, é DOM: ofertado por misericórdia.

Descobri-me só e percebi o quanto estava, antes, cercada por pessoas apáticas e egoístas. Não as condeno, são miseráveis.

Pessoas que antes, por interesses (mesquinhos e insignificantes) pessoais, postavam fotos com legendas de “TMJ”, “Amizade verdadeira” e “#OsMelhores”, no meu pior momento, me jogaram pedras e correram, me empurraram na lama e riram. Ignoraram a existência de um ser humano e me descartaram como se fosse lixo. O problema é que não era lixo. Não é lixo e nunca será.

É um ser pensante, que sobreviveu a apatia dos pseudo-cristãos contemporâneos e que se fortaleceu, inclusive na fé, experimentando, de modo amargo, a frieza muitos. Vivenciando na pele a possibilidade de ter o próprio amor resfriado pela iniquidade alheia - porque não saber amar é algo bem grave!

Hoje, conto nos dedos quantos dos “#Melhores” restaram. E não penso na quantidade com pesar, porque vejo que a qualidade compensa.

Descobri que o amor é solo, pois, por bem menos de dedicação minha, tenho encontrado quem me demonstre mais do que reciprocidade.

As vezes, ainda me sinto sozinha, mas sei que não estou, pois tenho visto Espelhos verdadeiros do Deus que professo.



Quanto aos que me deixaram pra trás, rogo a Deus misericórdia,
Para que enxerguem e se arrependam de terem, por suas próprias escolhas, ficado para trás;

Que, crentes que avançavam para o alvo, cegos pelo próprio umbigo e vaidade, retrocederam e ainda hoje, capengam rastejantes, idiotas e distantes da essência do evangelho: O AMOR.



Não tente ensinar o amor.

Nunca pense que semear o amor é suficiente.

Antes, lembre-se: o amor é DOM de Deus.



Presente caro! Que nem todo mundo pede, nem todo mundo ganha!

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