sexta-feira, 28 de abril de 2017

Sobre o Poder

Enquanto a guerra acontecia
Muitos homens sorriam vendo o sangue esguichar

Enquanto a vida acabava
Muitos homens se deleitavam entre pernas e seios que forçadamente insistiam em abrir


Enquanto a morte avançava
Muitos homens lavavam a alma com dinheiro, e,
Sem sucesso,
Permaneciam imundos!!

E o sangue, o suor, a lama e a poeira
Renovam-se a cada gesto cinzento.
A cada movimento asqueroso.

Os homens revolvem ao vômito
Como se houvesse mérito na própria escravidão.

São séculos de erros
Que lançam o homem no mais profundo âmago de sua própria escuridão,
No incrível poço da angústia e do medo
Que culmina na crença de que o poder está
No dinheiro,
Nas armas,
Na força,
Na violência...

Tornando memória esquecida
O fato de que o conceito de poder
Nasce da alma do ser,
E não se explica.

Porque embora o poder seja nascente fluente
Tem competência para fazer morrer.

Caso o homem não perceba quem é o senhor de quem,
O poder permanecerá sendo fonte mortal de todas as almas
Viventes ou moribundas!!
Capaz de ser incapaz de viver.
Capaz dos mais lascivos atos em nome do seu tirano senhor, o Poder.

Lauraine Santos

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