sábado, 14 de janeiro de 2017

Viver dói.



A morte faz parte da vida.

As perdas são inerentes na existência de todo ser vivente.
Ruim é quando
Enquanto ser vivente
Perdemos outro ser vivente...


Ok que o tempo inteiro perdemos pequenas coisas: momentos, sorrisos, células e até ignóbeis oportunidades...

Ok que podem fazer alguma falta e causar alguma dor, mas não é ok quando o que se perde são esperanças, amigos, amores.

Não é ok quando o que se perde é uma parte da própria vida.

E é estranho pensar que essa perda de vida faça parte do ciclo da própria vida em si...

É muito estranho!! Muito mesmo.

Como pode, a morte, algo tão fúnebre, ser inerente a vida, conceito abstrato de plenitude do fôlego?!

Eu não sei lidar com isso.
Nunca fui boa em aceitar perdas.

Lembro que quando criança
Um dia me deparei com a palavra "vida"... E na inocência de criança, perguntei a alguém "o que é vida?".
Não lembro qual foi a resposta, a única certeza que tenho, é de que a mesma não me satisfez, porque eu continuei buscando por algo palpável. E não conseguia entender o significado da palavra, o conceito explícito...
Hoje, já adulta,
Entendo que a pergunta era difícil demais. De um jeito que nem mesmo os adultos conseguem definir.

Apenas quando nos deparamos com a morte, significamos a vida: um sopro ligeiro de antagonias e paradoxos profundos. Um jogo mortal. Um Tabuleiro de ganhos e perdas. Um emaranhado insolúvel de perguntas e respostas que nunca se encontram, e jamais se encontrarão.

Enquanto houver perdas: há vida.
Enquanto houver morte: há vida.
Afinal, o que é morto não dói, nem torna a viver, nem torna a morrer.
Já a vida... É o oposto disso...

Enquanto dói,
Deixe doer,
Deixe a vida,
Mesmo em sua pior forma,
Viver.

#Princesa

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