terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Sobre mentir.

Quantas vezes você mente?
É por medo, prazer ou dor?
Orgulho ou rancor?
Atrás do que você se esconde?
Onde, afinal, está o seu desamor?
Em si mesmo ou no outro?
Nos fatos, nos atos, ou nas desilusões?
Não importa o caminho, sempre há uma saída apontada para a verdade.
Para esta saída, não esconderijos, atalhos, nem como fugir... A verdade é irrevogável, pertinente e petulante.
Permanecerá petulante, insistente e histérica até que o indivíduo a veja, a assuma, a carregue e a explane publicamente, como espelho do self que tem do que se orgulhar.

E quando o bebê não vem?

E quando o bebê não vem?
A infertilidade é um fantasma gigante, horripilante e real.
Visível ou invisível, real.
Do tipo sádico, que vai paralisando, arrancando os pedacinhos da pessoa pouco a pouco, até que mesmo a esperança se torne indesejável e cruel.
De alguns anos pra cá, por motivos que francamente eu não consigo explicar, comecei a ser ouvinte de diversas mulheres assoladas por esse monstro.
Seja qual for a raiz do problema, quem fala e procura ajuda, geralmente, são as mulheres. É a mulher que expõe a dor, que se descabela, que vai pro “Dr Google” pesquisar sobre a doença, que sai pedindo informações a desconhecidas... Enquanto o homem, geralmente mais racional, tenta racionalizar a dor e fingir que “ok, podemos passar por isso!”. Então, ele se preocupa com questões indiretas ao assunto, começando pela paciência com a parceira, foca no trabalho, em meios de adquirir recursos financeiros para tentar solucionar a parte prática da coisa, que envolve médicos, exames, manutenção da casa, e etc.
Não é segredo que homem e mulher sofrem de modos diferentes, e dependendo de com quem esteja o problema, essa diferença pode ficar ainda mais acentuada. Sendo assim, que meios uma pessoa com problemas de fertilidade tem para gerar um filho?
Precisamos entender que infertilidade não é o mesmo que esterilidade. O primeiro refere-se à dificuldade de concepção, enquanto a esterilidade refere-se à incapacidade absoluta de conceber.
Os meios mais simples para vencer a infertilidade são atividades físicas e alimentação saudável. Há casos em que o uso de medicamentos pode resolver. Outros meios também bastante utilizados na atualidade são de Coito Programado, Inseminação Artificial e Fertilização In Vitro. Os dois últimos citados, de custo um pouco mais elevado, sendo o terceiro, dispendioso não apenas financeiramente, como também desgastante emocionalmente. E para nenhum destes há garantias de que o resultado será eficiente.
Mas, e então, o que fazer, quando o bebê não vem?
Não fugir do problema! Encarar médicos, exames por vezes invasivos, trabalhar para bancar os custos do tratamento, levar uma vida saudável (que convenhamos, na era do Fast Food, é algo bem complicado!).
Não desesperar! Percebo nas queixas que ouço, que a maior preocupação das mulheres é quanto a idade. A idade é um fator relevante? Sim. Porém, não é decisivo. Percebo nesses casos, que a mulher começa a encarar a vida como se fosse morrer no dia seguinte! Do tipo, “preciso engravidar hoje antes que eu morra!”. Ok, mas não estamos com pressa de morrer!!! Tudo na vida tem um tempo, e nada acontece fora de seu tempo.
Vivenciar todas as fases do luto, pois diante da infertilidade, vive-se o luto da realização de um sonho que pode não acontecer. Não fingir que nada está acontecendo. Não cobrar do parceiro(a) algo que está fora de suas possibilidades. Chorar, sim, e buscar aconchego toda vez que sentir vontade.
A pressão da sociedade existe e agrava ainda mais o quadro. A maioria dos casos que ouvi não gosta de expor a situação a amigos e familiares, se este for o seu caso, respeite-se. Lembrando que não vale abrir a vida para qualquer um, mas que o apoio, carinho e incentivo de velhos e bons amigos tem valor inestimável em momentos de dor.
ESSENCIAL: BUSCAR AJUDA PSÍQUICA:
Para tratar a ferida; recobrar as forças;
não deixar o relacionamento afundar em preocupações e cobranças;
passar sem maiores sequelas pelo tratamento clínico que for necessário...
Para estar saudável, com a finalidade de poder cuidar, criar e educar um filho, quando ele chegar.

QUANTAS VEZES A RAIVA TE CEGA?




Eu tinha lá meus 15, 16 anos... Conheci um rapaz show de bola!! Logo de cara a conversa fluiu. Descobrimos que estávamos lendo o mesmo livro, tínhamos os mesmos gostos musicais, literários, objetivos acadêmicos, profissionais, professávamos a mesma fé e ainda descobrimos que nascemos no mesmo dia! Foi tipo: ALMA GÊMEA!! O interesse foi mútuo de ambas as partes, no entanto, o meu momento não era de romance. Meu momento era delicado, de preocupação com família, saúde, dinheiro... Feliz ou infelizmente, não sei, eu ainda não sabia administrar a vida em seus diversos setores adultos.


Embora apreciasse muito a companhia do colega, e a pressão dos amigos em prol do “aceita!!”, ao pedido de namoro e declarações, definitivamente, a minha resposta era não. Foi quando uma amiga me chamou num canto, dizendo que tinha conversado com o rapaz, e que ele havia cogitado a ideia de que eu só não aceitava porque ele era negro. Pois nessa hora eu me senti mais pálida do que já sou, em seguida, avermelhei de raiva. E eu chorei algumas vezes por causa disso.


“Oi? Quer dizer que é assim? Que por que a minha resposta foi não, o bonito tá por aí me taxando de racista?! Que raiva! Que ódio!! Que mal caratismo...”. Praticamente rompi com a amizade. Passei a me distanciar e tratar com certa frieza, mantendo o mínimo de educação exigido pela sociedade. E toda vez que pensava na crueldade daquele comentário, me sentia injustiçada, acusada de algo que nunca fui; traída, afinal, o cara que antes parecia tão legal, estava agora compartilhando uma ideia muito cruel sobre mim. Decepção traduzia bem.


Passaram-se alguns anos e, um dia, pensando na vida, lembrei do ocorrido. Como de todas as vezes, senti raiva, tristeza, ódio... (Como alguém podia ser tão cruel e egoísta? Só porque eu disse não, tinha que jogar lama em mim?). Foi quando veio a pergunta reversa, que mesmo contrariada, eu tive que me fazer: “e ele? Será que não sofreu ao pensar que o motivo era a diferença da cor da pele?”


Foi quando , pela primeira vez neste caso, eu me importei com o que o outro sentiu, e não com a veracidade dos fatos. E me doeu pensar que alguém poderia explicitamente gostar de mim e mesmo assim me negar apenas por causa da cor da minha pele.

Parei de me importar comigo mesma e decidi que ele devia saber claramente os meus motivos – mesmo com tantos anos já passados. Inclusive, pensei eu, “vou contar que soube o que ele andou falando” (pra mostrar que eu sou a sabichona e que ele não me engana mais!). E assim eu fiz. Minha surpresa foi descobrir que ele sabia perfeitamente quais eram os meus porquês (família, saúde, dinheiro...), e antes que eu desse nome aos bois, ele me disse, que a Fulana X foi quem cogitou que talvez “o problema” fosse a cor da pele – sim, a mesma Fulana que me disse que o pensamento tinha partido dele.


COLOCAR - SE NO LUGAR DO OUTRO PODE IMPEDIR QUE VOCÊ CARREGUE SENTIMENTOS DESTRUTIVOS.


E aí, o camarada com quem eu levei tanto tempo magoada, não tinha nada a ver com a história; reafirmou que sabia do meu momento, por isso optou por não pressionar uma resposta positiva, que tinha entendido o meu afastamento como uma forma de diminuir o interrogatório da galera e que respeitou isso, que me conhecendo como conhecia, sabia que JAMAIS a cor da pele seria um motivo.


A lição que tiro disso tudo, (e são várias), é que somente quando a gente consegue se colocar no lugar do outro, a gente é capaz de ir em busca e encontrar a verdade. Que as vezes, a gente se deixa cegar pela raiva, pela decepção, e simplesmente, ignoramos que pode haver outra versão verdadeira para a mesma história.


FICA A REFLEXÃO:


COM QUE FREQUÊNCIA VOCÊ SE COLOCA NO LUGAR DO OUTRO?

O que mudou?

Crianças querem tomar banho de chuva - e acham o maior barato!!
Adultos fogem da chuva e se chateiam quando ficam molhados.
O que mudou?
O que antes parecia tão divertido e agora você foge e quando acontece é motivo de chateação?
O que foi que perdeu a graça? E por que perdeu?
Minha única conclusão:
A chuva continua a mesma...

SOBRE O FIM DE RELACIONAMENTOS...


Desde sempre a sociedade é exigente com as aparências.
Com a chegada das redes sociais, a individualidade tornou-se algo cada vez mais exposto. Pessoas que você leva meses e até anos sem ter contato estão a apenas alguns cliques de distância. Nisso, a vida particular acaba ficando disponível não só a quem interessa por ser amigo, mas também a quem, muitas vezes, não é parte do ciclo dos amigos íntimos.
Pública ou intimamente, o fim de um relacionamento amoroso, é dolorido. É dar fim aos planos, sonhos e projetos idealizados com alguém que já não estará mais ali. É desconstruir ideias, pensamentos, sentimentos, investimentos...
E a pergunta é: como lidar com isso?
A resposta pode parecer clara, uma vez que a sociedade sobrevive de aparências, o comum é buscar a aparência de força, de que “Está tudo bem!”, de que “Ok! Estou melhor assim!!”. Certamente, se o relacionamento chegou ao fim, é porque você acredita que ficará melhor assim, mas ainda há um caminho, ainda leva um tempo para se ter certeza disso.
Pois é, embora pareça, a resposta sobre como lidar com o fim de um relacionamento amoroso não é tão clara assim! Porque a aparência não resolve o problema!
Então... Não precisa fingir que vai curtir balada, praia, cinema e cachaça!
Não precisa fingir que crer em Deus apaga o sentimento.
Não precisa postar fotos sensuais pra fingir uma autoestima boa.
Não precisa melancolizar, depreciar o(a) ex, ir ao fundo do poço, punir-se e coisas do tipo.
O que precisa?
Viver o luto de um sonho.
Simples assim.
Simples? Ok. Não é simples.
Dói. E se dói, por que fingir que não dói?
Sim, essa negação faz parte do luto.
Mas, não queremos viver de luto para sempre!
Então, respeitando o tempo natural de cada um, busque, o quanto antes, curar a ferida.
O principal que quero destacar aqui, é, esqueça as aparências! Não se preocupe tanto com os outros.
Aproveite o momento para olhar pra si.
Não com autopiedade, mas com carinho, com fé e certeza de que haverá outro dia, outros sonhos, outros projetos, outros amores...
E se a dor for insuportável, não hesite,
Busque ajuda profissional.

Auto avaliação

Os frutos denunciam a árvore.
Árvores edificadas produzem frutos edificantes.
Árvores amargas produzem frutos amargos.
Que tipo de árvore suas postagens denunciam que você é?
As sementes que você lança nas redes sociais edificam ou amarguram? Consolam ou revoltam? Curam ou machucam?
Uma breve auto avaliação, uma pitada de bom senso e um mínimo de vontade de ser uma árvore boa e frondosa eu acho que já bastam para que a gente não tenha vergonha de ser a árvore que os nossos frutos apontam que somos.

Aí você cresce...

Aí você cresce e vira a tia da faxina,
A tia da primeira série,
O empresário requisitado na sociedade,
A enfermeira, o médico, o advogado, o gari...
É assim que chegamos ao futuro!! 
Todos, até aqui, personagens bacanas e bem familiares.
O problema é que aí você cresce e vira...
A Dona chata que grita o tempo inteiro,
A vizinha fofoqueira que vigia a rua e a vida alheia,
A gorda relaxada que você, quando criança, discriminava,
A mãe que sem você gostar sua mãe foi....
Aí você cresce e se transforma...
No alcoólatra que batia na mulher e amedrontava os filhos,
No fracassado que um dia jurou que não queria ser,
No adúltero que estraçalhou toda a sua família,
No viciado que vive na falência e na miséria, dependente de parentes.
E sem você se dar conta,
Todo o futuro, em algum momento, fez parte do seu presente.
E você, sem perceber, é aquele personagem que um dia viu na vida de alguém. Ou talvez, que tenha ignorado na própria história.
E sem você se dar conta,
Parece que o futuro já estava escrito.
Não se iluda! Não estava. Nem está!
O tempo todo o futuro pode ser mudado.
O que é bom, mantenha, mas seja quem você sempre quis ser,
Não obra do acaso, ou um acidente de percurso.
Ninguém é acidente.
Nenhum destino está à alguém destinado.
O futuro nunca chega. Façamos o agora.

Ignorar ou empurrar da escada? Eis aí uma grande questão!

Ignorar ou empurrar da escada? Eis aí uma grande questão!
O que fazemos com a raiva?
Fingimos que ela não existe e que não estamos nem sentindo, ou a deixamos manifestar-se com toda a sua fúria?
Quando a pessoa está bem, ela pode afirmar racionalmente que ignorar é o melhor remédio. Porém, quando pisam no seu calo, sai de baixo!
Ela roda a baiana!
Chuta o pau da barraca!
Bota pra quebrar!
Não quer nem saber!!
O equilíbrio está entre não ignorar e não supervalorizar.
Sim, a ira impulsiva é uma supervalorização da raiva.
Como se ela fosse a mais forte e importante das sensações.
Há pessoas que lidam melhor com a raiva.
Se este não é o seu caso,
Não deixe que este sentimento atrapalhe a sua vida e
Te leve a atos prejudiciais.
É possível canalizá-la de modo positivo para seu próprio proveito.
Não hesite, procure um profissional.