sábado, 13 de agosto de 2016



Está chovendo amor!


De bombons trufados e corações feitos de papel

Uma brilhante chuva se derrama do céu.

Feito purpurina
Com nuances de lantejoulas,
Nas cores do arco íris,
O céu se aperfeiçoa.
No céu da boca de uma estrela,
Brilha o motivo do sorriso.


Está chovendo amor!


Quentes gotas de saliva e suor.

Comprometedoras declarações:

Assinadas por emoções imensuráveis,

Carimbadas pelo poder da vida.


Assim, sela-se o amor.

Oficializa-se o irracional,

Dá-se um nome ao que não tem sequer explicação.


Normatiza-se, então, o desconhecido.


Agora, a partir do ponto em que perde a razão,

Não se explica a intenção,

Não se define a atração,

Não se justifica o querer,

Nem se distingue o limite entre saudável e o insano,

Recebe um nome.

Chama-se: Amor.


Lauraine Santos.

Sinto falta de sentir falta...



Eu sinto falta de sentir falta.

Sinto falta de sentir falta
De pessoas,
Lugares,
Momentos,
Cheiros,
Músicas...


Mas, não tem jeito!!!
Não sinto falta! Só sinto falta da falta.

Não sinto saudades...
Só vontade de sentir.

É complicado, mas eu me entendo,
Não é todo mundo que merece ser lembrado,
Não é todo momento que merece lugar na memória.
Apenas algumas sensações importam.
E pra mim, isto basta.

Lauraine Santos.

Feliz, Feliz, Feliz



Em um mundo com tanta gente sacana, apática, muquirana, ruim de jogo, roda presa, mesquinha e demais adjetivos afins,

Tenho plena certeza de ser abençoada em todos os meus passos,

Porque a podridão destas, não consegue apagar o brilho das tantas outras pessoas de bem que Deus tem me permitido conhecer, viver e conviver.


E para cada UM 'mala' que vem pra pesar e complicar a minha vida
Deus me presenteia com DUAS ou mais pérolas de valor e beleza
Que terminam por ofuscar e anular o efeito da negatividade daqueles que tentam transformar a vida dos outros numa espécie de inferno particular.

Quem tem o céu dentro de si
Não cai no inferno de ninguém!!

Seja o céu!
Seja o sol!
Permita que apenas o que é luz
Repouse sobre os seus ombros
E se entranhe na sua cabeça!

‪#‎felizportudo‬

Lauraine Santos.

Meu pé de jabuticaba



A gente se acostuma com a sequidão da árvore e acredita que...
É isso! Ela dá alguma sombra, serve de ninho pra alguns pássaros e de berço pra erva daninha se alastrar.

E a gente até esquece que ela é uma árvore frutífera.
São anos e anos na mesma sequidão.
Até que ela, um dia, sem florescer e sem sinalizar, simplesmente começa a dar frutos!


Sim, esta história é real.

Há NO MÍNIMO 8 anos essa árvore da foto não brotava nada além de folhas.

Até que hoje, após alguns dias de um pequeno cuidado quase involuntário e sem nenhuma expectativa, (nenhuma mesmo. Já nem pensávamos, nem lembrávamos que era frutífera), ela amanheceu assim!

Crenças e descrenças



A gente acredita em coisa que nem sabe que existe.

Pensa que acredita em tanta coisa que na vida real não acredita nem um pouco.

Vivemos e morremos
Sem ao menos conhecer o que verdadeiramente cremos...


É triste e solitário
Viver cambaleando
Entre o crer e o não crer
Entre os sim's e os porquês.

É doloroso
Viver sem saber
Sem conhecer profundamente
A intensidade do próprio ser.

Em fuga,
Em crise,
Agonizando em tempo real,
Encerro a escrita
Lançando-me na busca do surreal.

Lauraine Santos.

Ainda sou aquela menina...



Eu ainda sou aquela menina sentada na janela
Com um caderno debruçado no colo
Escrevendo meus sonhos
Pegando do céu
Desenhando no papel...


Ainda sou aquela menina
Que dançava com os amigos
Pra fazer graça e a galera rir.

Ainda sou aquela menina
Que ia encapuzada, atrasada pra escola
Porque tinha passado a noite contando estrelas,
Ouvindo músicas
Sonhando que elas falavam de mim.

Ainda ouço os sons.
O reluzir azul das estrelas ainda brilham
Não só na minha antiga memória,
Mas também no meu dia a dia.

Os sonhos permanecem vivos
E eu,
Continuo sem precisar dormir para sonhá-los.

Só é preciso acordar para realizar.

Mas... Tudo bem...

Tenho todo o tempo do mundo!

Posso parar na janela
Olhar pro céu
Catar estrelas
Ouvir músicas
E desenhar no papel...

Ainda sou
Apenas uma menina.

Lauraine Santos.

Sou...



Sou sol em noite enluarada olhando por de trás dos montes o reflexo avesso do céu.

Sou pássaro voando alto
Olhando o mar por cima das nuvens.


Sou vida enraizada,
Forte e imaculada.

Sou solo profundo
Fincado de arbustos.

Sou sangue corrente.
De um rio, nascente.

Do leito ao mar
Deleito-me em amar
E fim.

Lauraine Santos.

Nascer...



Nascer dói.

Ao humano, que deixa o ventre o materno.

Ao pássaro, que se esforça quando quebra a casca do ovo.

À semente, que para brotar, tem que germinar.


Tal dor, porém, é para o bem:

Que se faça o milagre da vida!


E, então, quando nasce o bebê, pequeno indefeso,

Quando brota a flor, leve e delicada,

Tendemos a esquecer a força do pequeno ser...

Forte o suficiente para nascer!


Belo, delicado, de aparência frágil. Ainda assim, definindo bem o conceito prático do que é força.


É isso.

Seja forte.

Permita-se nascer TODOS os dias.


Lauraine Santos.

terça-feira, 7 de junho de 2016

Folha..



...Porque eu não sou como a folha seca, que qualquer vento que bate leva...

E ela voa sem rumo, sem destino exato, sem saber a que árvore pertenceu um dia. E com o tempo, não resiste à sua própria sequidão e definha, esfarelando e espalhando-se, sem deixar vestígios que um dia existiu.

Pra mim,
Pode bater vento e tempestade,
Pode o machado me ferir o tronco
E as pragas devorarem os meus frutos,
Pode toda dor se abater,
Não importa!!

Sei que sempre voltarei a dar sombra, flor e fruto,
Porque tenho sementes espalhadas
E principalmente,
Porque
Sou raiz profunda fincada à um solo fértil.

Lauraine Santos.

Como eu seria, se eu não me fosse?



E se eu fosse negra?
E se eu fosse índia?
Como eu seria, se eu não me fosse?
Ahhh...como eu seria se eu fosse homem?


Baixinho troncudo ou moreno esguio?
Jogador de futebol, crítico de cinema, ou traficante de drogas em qualquer esquina?

Enquanto mulher negra,
Usaria penteado rasta fari ou solto black power?

Enquanto índia,
Andaria nua com muitos apetrechos ou distinta pela cor da pele e pelo corrido dos cabelos?

Eu não sei quem eu seria se eu não me fosse.

Europeia cristã.
Oriental budista.
Indígena pagã.
Islâmica mulher bomba.
Pecadora judia.
Ah, se eu soubesse quem eu sou... entre tantas, eu não me perderia.

Dos lábios rúbios
Das bochechas coradas
Das tranças embutidas
Das mãos calejadas
Nos olhos molhados
Cuja menina espelha outra menina,
Nesses olhos, eu me veria.

Lauraine Santos

sábado, 4 de junho de 2016

Tirando os cargos

Quando o status não nos permite ser quem somos...

Há determinados status sociais que não permitem que o indivíduo seja quem ele quer ou precisa ser em certos momentos. As pessoas fogem dos tratamentos psiquicos como se não houvesse amanhã. E é neste cenário que podemos encontrar nossos heróis do cotidiano totalmente devastados; nossos líderes religiosos, políticos e sociais, completamente esmagalhados por dores que não suportam carregar; aflitos pelo próprio caráter dúbio que não lhes permite seguir sem tropeçar por um reto e justo caminho. Todos doentes, em um sofrimento sem fim!!

Antes de ser qualquer coisa, entenda-se como gente.
Permita-se sentir e agir como qualquer mero mortal.

E aí você me diz:
"Eu não posso procurar terapia, vão achar que eu sou maluco!"
"Eu não posso fraquejar! As pessoas dependem de mim!"
"Eu não posso procurar ajuda profissional, as pessoas vão pensar que Deus não fala mais comigo!".

Então eu pergunto,
Quantos lutos ainda não foram elaborados?
Quantos gritos ainda estão silenciados em nome da moral e dos bons costumes, mas continuam corroendo a sua vida?
Quantas dúvidas ainda pairam no ar?
Quantas calúnias amargas sua mente ainda rumina?
Quantos questionamentos você espera que Deus desça do seu trono de glória para te responder?

As respostas da vida estão expostas ao longo da caminhada, esperando apenas que você caminhe e tenha suporte para vê-las. Por isso, deixe um pouco de lado os títulos profissionais, os papeis sociais, a crença de que 'terapia é coisa de maluco", ou, "coisa do demo".

Terapia é ferramenta de cura.
Seja qual for o problema, procure ajuda.
Não adianta viver fingindo que o problema não existe. Antes, resolva-se, entenda-se, arrume-se a si mesmo... Você perceberá maior sucesso em suas funções.

Lauraine Santos

Re-inventar-se

Passar por uma rua diferente,
Conversar com alguém com quem você não conversa frequentemente,
Ouvir um ritmo musical que não seja o habitual,
Observar as pixações nas paredes e detectar qual a arte expressa além da marginalidade que fere a sociedade...
Converse com as plantas,
Com objetos do dia a dia,
Com as paredes...
Mude!!
Mude os móveis de lugar,
A cor do batom,
O penteado,
O corte do cabelo,
O tamanho das unhas,
O estilo, o cardápio...
Até o tempo é caprichoso e se transforma nas estações.
É um modo de se renovar, de renascer, reviver, reinventar.
(Em cada estação o tempo se apresenta de um modo diferente).
Se reinventar, sim.
Por que não?!
Não somos os mesmos nunca.
E se não há repetição,
Por que não ser uma novidade por si mesmo inventada?!?
Nascer, renascer, florescer para ser... uma atividade naturalmente diária, incessante, eterna.
Que seja feliz a cada instante em que se renova.
Porque no fim das contas
Cabe somente a você
Inovar-se e renovar-se e transformar-se para SER... até, de fato, SER.
Lauraine Santos.

A FALSA SENSAÇÃO DE INTIMIDADE

Relacionamentos e tecnologia tornaram-se amigos.

De modo indiscutível as redes sociais proporcionam chances de amizade entre pessoas fisicamente distantes, mas bem próximas no modo de ver, pensar e sentir. Encontramos pessoas de distintos lugares com os mesmos objetivos, diferentes experiências e afinidades até pouco comuns. E o melhor de tudo, convivemos apenas com as ideias da pessoa e não com a realidade delas. Logo, a amizade virtual tem um ponto que pode ser considerado extremamente prazeroso, a sensação de que o outro é perfeito!

Afinal, essa outra pessoa que eu não vejo e não convivo tem objetivos em comum, pensa como eu, sente como eu e só me diz o que é politicamente correto; não está no meu dia a dia me mostrando suas incoerências – sim, todos nós temos as nossas incoerências! Aquela coisa que a gente jura que vai fazer e quando chega na hora dá preguiça, e aquelas coisas que jura de pé junto que é incapaz de fazer, mas vive fazendo.

O fato é que a vida real não é perfeita e que o mundo virtual é composto por pessoas tão imperfeitas quanto as que convivemos no dia a dia da nossa casa. Com um pequeno agravante: pode dar às pessoas estranhas, a sensação de intimidade que um estranho real não sente.

Na vida real e palpável, aquele estranho–esquisito, conhecido de vista, é mantido à distância.

Na realidade virtual, esse estranho colega conhecido de vista tem acesso as suas fotos, status de relacionamento, seu endereço de trabalho, escola, sabe que cargo você ocupa (pode saber até o seu salário), que carro você tem, do que você gosta ou não,que locais frequenta, que músicas ouve, se viaja, se tem animais em casa... Enfim, uma infinidade de coisas que um estranho mal encarado não saberia se não dedicasse um certo tempo investigando sua vida. Ok que ladrões, assassinos, difamadores, gente barraqueira e mal intencionada podemos encontrar em qualquer esquina, mas convenhamos que nas redes sociais estamos entregando de badeja a nossa vida exposta para qualquer um.

Vamos ter cuidado com quem adicionamos ou aceitamos como amigo. As dicas, válidas para os amigos do dia a dia, exigem cuidado triplicado para as amizades virtuais. Nem todo mundo é o que parece, ou pensa como diz que pensa. Uma vírgula fora do lugar, um “risos” por engano podem ser fatais. Muitas pessoas aproveitam do anonimato e da tendência à credibilidade que o mundo virtual oferece para executar suas falcatruas.

Não precisamos impedir a amizade entre relacionamentos e tecnologia, só devemos ter mais cuidado com a gente mesmo e com quem amamos.

Como ouvi uma vez: “Pessoas conhecemos, hábitos não sabemos.”
Complemento com: Estejamos mais atentos.

Lauraine Santos.

SOBRE CRIANÇAS: PERCEBEM TUDO!

Após perceber a menina cometer um erro e culpar a coleguinha, em tom de brincadeira, chama-se a atenção da errante:

- Você é bem espertinha, hein?!
Ao que a menina, com um sorriso triunfante e bem inocente responde:
- Também... Eu sou filha de quem!!? De Fulaninho e Fulaninha, né?! Meus pais são espertos, eu também sou!!

Perceba que a "esperteza" foi em cometer um delito e culpar a outrém. Não estamos falando aqui de uma esperteza saudável e vivaz, mas sim, de uma malandragem cruel que joga o outro no fogo e pode prejudicá-lo mesmo que ele não mereça. Trata-se de não assumir as responsabilidades sobre os próprios erros.

O pior, é a própria criança observar (ela nem sabe que observou isso), que os pais agem assim. É essa a justificativa que ela dá: "sou igual aos meus pais!" e na ingenuidade, sente orgulho na imitação, afinal, está sendo reconhecida como uma pessoa bem esperta... Que coisa boa é para uma criança se sentir igual aos seus pais...
Vale lembrar que os filhos são macacos de imitação dos pais.

Perceber os paradoxos dos pais pode levar tempo - as vezes, durante uma vida inteira os filhos vivem seguindo os paradigmas vividos pelos pais, sem nunca questionar ou mudar, transformar ou aperfeiçoar seus modelos. Vivem como se tudo fosse perfeito.

Conhecendo os pais da criança em questão, eu sei que eles são mesmo "espertos". Não com grande desvio de caráter, mas com tendências a só buscar vantagens. O que esperar dessa criança? Que ela repita o que vê e que siga pelo caminho que estão abrindo passagem para ela seguir.

Portanto, se você compra e não paga,
Se você mente e nem sente,
Se você combina uma coisa e faz outra,
Se você erra e não admite,
Não espere diferente do seu filho.
Não cobre dele o que você não é.
Lembre-se de que ele está apenas seguindo o modelo que você é.

Para toda regra há exceção. No entanto, vale questionar que talvez, você nem esteja se dando conta de que tipo de exemplo é a sua vida.
Os Excessos também podem causar efeitos colaterais.
Enfim, para o momento, vale focar apenas no exemplo,
Pensar no que se tem percebido no filho, no que se tem recebido dele. As crianças percebem basicamente tudo ao redor delas. Ainda que de modo imaturo e as vezes errôneo, percebem. Por isso o diálogo é tão importante. E casar teoria com prática também.

Auto avaliar-se. Uma reflexão de cada vez.

Não exigir-se perfeito, mas aprender a usar o outro como espelho que reflete seus erros pode ser uma boa maneira de melhorar como pessoa. Trata-se de ser um bom exemplo, não um exemplo de perfeição. É isso que os filhos esperam poder imitar.

Lauraine Santos.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Sobre mentir.

Quantas vezes você mente?
É por medo, prazer ou dor?
Orgulho ou rancor?
Atrás do que você se esconde?
Onde, afinal, está o seu desamor?
Em si mesmo ou no outro?
Nos fatos, nos atos, ou nas desilusões?
Não importa o caminho, sempre há uma saída apontada para a verdade.
Para esta saída, não esconderijos, atalhos, nem como fugir... A verdade é irrevogável, pertinente e petulante.
Permanecerá petulante, insistente e histérica até que o indivíduo a veja, a assuma, a carregue e a explane publicamente, como espelho do self que tem do que se orgulhar.

E quando o bebê não vem?

E quando o bebê não vem?
A infertilidade é um fantasma gigante, horripilante e real.
Visível ou invisível, real.
Do tipo sádico, que vai paralisando, arrancando os pedacinhos da pessoa pouco a pouco, até que mesmo a esperança se torne indesejável e cruel.
De alguns anos pra cá, por motivos que francamente eu não consigo explicar, comecei a ser ouvinte de diversas mulheres assoladas por esse monstro.
Seja qual for a raiz do problema, quem fala e procura ajuda, geralmente, são as mulheres. É a mulher que expõe a dor, que se descabela, que vai pro “Dr Google” pesquisar sobre a doença, que sai pedindo informações a desconhecidas... Enquanto o homem, geralmente mais racional, tenta racionalizar a dor e fingir que “ok, podemos passar por isso!”. Então, ele se preocupa com questões indiretas ao assunto, começando pela paciência com a parceira, foca no trabalho, em meios de adquirir recursos financeiros para tentar solucionar a parte prática da coisa, que envolve médicos, exames, manutenção da casa, e etc.
Não é segredo que homem e mulher sofrem de modos diferentes, e dependendo de com quem esteja o problema, essa diferença pode ficar ainda mais acentuada. Sendo assim, que meios uma pessoa com problemas de fertilidade tem para gerar um filho?
Precisamos entender que infertilidade não é o mesmo que esterilidade. O primeiro refere-se à dificuldade de concepção, enquanto a esterilidade refere-se à incapacidade absoluta de conceber.
Os meios mais simples para vencer a infertilidade são atividades físicas e alimentação saudável. Há casos em que o uso de medicamentos pode resolver. Outros meios também bastante utilizados na atualidade são de Coito Programado, Inseminação Artificial e Fertilização In Vitro. Os dois últimos citados, de custo um pouco mais elevado, sendo o terceiro, dispendioso não apenas financeiramente, como também desgastante emocionalmente. E para nenhum destes há garantias de que o resultado será eficiente.
Mas, e então, o que fazer, quando o bebê não vem?
Não fugir do problema! Encarar médicos, exames por vezes invasivos, trabalhar para bancar os custos do tratamento, levar uma vida saudável (que convenhamos, na era do Fast Food, é algo bem complicado!).
Não desesperar! Percebo nas queixas que ouço, que a maior preocupação das mulheres é quanto a idade. A idade é um fator relevante? Sim. Porém, não é decisivo. Percebo nesses casos, que a mulher começa a encarar a vida como se fosse morrer no dia seguinte! Do tipo, “preciso engravidar hoje antes que eu morra!”. Ok, mas não estamos com pressa de morrer!!! Tudo na vida tem um tempo, e nada acontece fora de seu tempo.
Vivenciar todas as fases do luto, pois diante da infertilidade, vive-se o luto da realização de um sonho que pode não acontecer. Não fingir que nada está acontecendo. Não cobrar do parceiro(a) algo que está fora de suas possibilidades. Chorar, sim, e buscar aconchego toda vez que sentir vontade.
A pressão da sociedade existe e agrava ainda mais o quadro. A maioria dos casos que ouvi não gosta de expor a situação a amigos e familiares, se este for o seu caso, respeite-se. Lembrando que não vale abrir a vida para qualquer um, mas que o apoio, carinho e incentivo de velhos e bons amigos tem valor inestimável em momentos de dor.
ESSENCIAL: BUSCAR AJUDA PSÍQUICA:
Para tratar a ferida; recobrar as forças;
não deixar o relacionamento afundar em preocupações e cobranças;
passar sem maiores sequelas pelo tratamento clínico que for necessário...
Para estar saudável, com a finalidade de poder cuidar, criar e educar um filho, quando ele chegar.

QUANTAS VEZES A RAIVA TE CEGA?




Eu tinha lá meus 15, 16 anos... Conheci um rapaz show de bola!! Logo de cara a conversa fluiu. Descobrimos que estávamos lendo o mesmo livro, tínhamos os mesmos gostos musicais, literários, objetivos acadêmicos, profissionais, professávamos a mesma fé e ainda descobrimos que nascemos no mesmo dia! Foi tipo: ALMA GÊMEA!! O interesse foi mútuo de ambas as partes, no entanto, o meu momento não era de romance. Meu momento era delicado, de preocupação com família, saúde, dinheiro... Feliz ou infelizmente, não sei, eu ainda não sabia administrar a vida em seus diversos setores adultos.


Embora apreciasse muito a companhia do colega, e a pressão dos amigos em prol do “aceita!!”, ao pedido de namoro e declarações, definitivamente, a minha resposta era não. Foi quando uma amiga me chamou num canto, dizendo que tinha conversado com o rapaz, e que ele havia cogitado a ideia de que eu só não aceitava porque ele era negro. Pois nessa hora eu me senti mais pálida do que já sou, em seguida, avermelhei de raiva. E eu chorei algumas vezes por causa disso.


“Oi? Quer dizer que é assim? Que por que a minha resposta foi não, o bonito tá por aí me taxando de racista?! Que raiva! Que ódio!! Que mal caratismo...”. Praticamente rompi com a amizade. Passei a me distanciar e tratar com certa frieza, mantendo o mínimo de educação exigido pela sociedade. E toda vez que pensava na crueldade daquele comentário, me sentia injustiçada, acusada de algo que nunca fui; traída, afinal, o cara que antes parecia tão legal, estava agora compartilhando uma ideia muito cruel sobre mim. Decepção traduzia bem.


Passaram-se alguns anos e, um dia, pensando na vida, lembrei do ocorrido. Como de todas as vezes, senti raiva, tristeza, ódio... (Como alguém podia ser tão cruel e egoísta? Só porque eu disse não, tinha que jogar lama em mim?). Foi quando veio a pergunta reversa, que mesmo contrariada, eu tive que me fazer: “e ele? Será que não sofreu ao pensar que o motivo era a diferença da cor da pele?”


Foi quando , pela primeira vez neste caso, eu me importei com o que o outro sentiu, e não com a veracidade dos fatos. E me doeu pensar que alguém poderia explicitamente gostar de mim e mesmo assim me negar apenas por causa da cor da minha pele.

Parei de me importar comigo mesma e decidi que ele devia saber claramente os meus motivos – mesmo com tantos anos já passados. Inclusive, pensei eu, “vou contar que soube o que ele andou falando” (pra mostrar que eu sou a sabichona e que ele não me engana mais!). E assim eu fiz. Minha surpresa foi descobrir que ele sabia perfeitamente quais eram os meus porquês (família, saúde, dinheiro...), e antes que eu desse nome aos bois, ele me disse, que a Fulana X foi quem cogitou que talvez “o problema” fosse a cor da pele – sim, a mesma Fulana que me disse que o pensamento tinha partido dele.


COLOCAR - SE NO LUGAR DO OUTRO PODE IMPEDIR QUE VOCÊ CARREGUE SENTIMENTOS DESTRUTIVOS.


E aí, o camarada com quem eu levei tanto tempo magoada, não tinha nada a ver com a história; reafirmou que sabia do meu momento, por isso optou por não pressionar uma resposta positiva, que tinha entendido o meu afastamento como uma forma de diminuir o interrogatório da galera e que respeitou isso, que me conhecendo como conhecia, sabia que JAMAIS a cor da pele seria um motivo.


A lição que tiro disso tudo, (e são várias), é que somente quando a gente consegue se colocar no lugar do outro, a gente é capaz de ir em busca e encontrar a verdade. Que as vezes, a gente se deixa cegar pela raiva, pela decepção, e simplesmente, ignoramos que pode haver outra versão verdadeira para a mesma história.


FICA A REFLEXÃO:


COM QUE FREQUÊNCIA VOCÊ SE COLOCA NO LUGAR DO OUTRO?

O que mudou?

Crianças querem tomar banho de chuva - e acham o maior barato!!
Adultos fogem da chuva e se chateiam quando ficam molhados.
O que mudou?
O que antes parecia tão divertido e agora você foge e quando acontece é motivo de chateação?
O que foi que perdeu a graça? E por que perdeu?
Minha única conclusão:
A chuva continua a mesma...

SOBRE O FIM DE RELACIONAMENTOS...


Desde sempre a sociedade é exigente com as aparências.
Com a chegada das redes sociais, a individualidade tornou-se algo cada vez mais exposto. Pessoas que você leva meses e até anos sem ter contato estão a apenas alguns cliques de distância. Nisso, a vida particular acaba ficando disponível não só a quem interessa por ser amigo, mas também a quem, muitas vezes, não é parte do ciclo dos amigos íntimos.
Pública ou intimamente, o fim de um relacionamento amoroso, é dolorido. É dar fim aos planos, sonhos e projetos idealizados com alguém que já não estará mais ali. É desconstruir ideias, pensamentos, sentimentos, investimentos...
E a pergunta é: como lidar com isso?
A resposta pode parecer clara, uma vez que a sociedade sobrevive de aparências, o comum é buscar a aparência de força, de que “Está tudo bem!”, de que “Ok! Estou melhor assim!!”. Certamente, se o relacionamento chegou ao fim, é porque você acredita que ficará melhor assim, mas ainda há um caminho, ainda leva um tempo para se ter certeza disso.
Pois é, embora pareça, a resposta sobre como lidar com o fim de um relacionamento amoroso não é tão clara assim! Porque a aparência não resolve o problema!
Então... Não precisa fingir que vai curtir balada, praia, cinema e cachaça!
Não precisa fingir que crer em Deus apaga o sentimento.
Não precisa postar fotos sensuais pra fingir uma autoestima boa.
Não precisa melancolizar, depreciar o(a) ex, ir ao fundo do poço, punir-se e coisas do tipo.
O que precisa?
Viver o luto de um sonho.
Simples assim.
Simples? Ok. Não é simples.
Dói. E se dói, por que fingir que não dói?
Sim, essa negação faz parte do luto.
Mas, não queremos viver de luto para sempre!
Então, respeitando o tempo natural de cada um, busque, o quanto antes, curar a ferida.
O principal que quero destacar aqui, é, esqueça as aparências! Não se preocupe tanto com os outros.
Aproveite o momento para olhar pra si.
Não com autopiedade, mas com carinho, com fé e certeza de que haverá outro dia, outros sonhos, outros projetos, outros amores...
E se a dor for insuportável, não hesite,
Busque ajuda profissional.

Auto avaliação

Os frutos denunciam a árvore.
Árvores edificadas produzem frutos edificantes.
Árvores amargas produzem frutos amargos.
Que tipo de árvore suas postagens denunciam que você é?
As sementes que você lança nas redes sociais edificam ou amarguram? Consolam ou revoltam? Curam ou machucam?
Uma breve auto avaliação, uma pitada de bom senso e um mínimo de vontade de ser uma árvore boa e frondosa eu acho que já bastam para que a gente não tenha vergonha de ser a árvore que os nossos frutos apontam que somos.

Aí você cresce...

Aí você cresce e vira a tia da faxina,
A tia da primeira série,
O empresário requisitado na sociedade,
A enfermeira, o médico, o advogado, o gari...
É assim que chegamos ao futuro!! 
Todos, até aqui, personagens bacanas e bem familiares.
O problema é que aí você cresce e vira...
A Dona chata que grita o tempo inteiro,
A vizinha fofoqueira que vigia a rua e a vida alheia,
A gorda relaxada que você, quando criança, discriminava,
A mãe que sem você gostar sua mãe foi....
Aí você cresce e se transforma...
No alcoólatra que batia na mulher e amedrontava os filhos,
No fracassado que um dia jurou que não queria ser,
No adúltero que estraçalhou toda a sua família,
No viciado que vive na falência e na miséria, dependente de parentes.
E sem você se dar conta,
Todo o futuro, em algum momento, fez parte do seu presente.
E você, sem perceber, é aquele personagem que um dia viu na vida de alguém. Ou talvez, que tenha ignorado na própria história.
E sem você se dar conta,
Parece que o futuro já estava escrito.
Não se iluda! Não estava. Nem está!
O tempo todo o futuro pode ser mudado.
O que é bom, mantenha, mas seja quem você sempre quis ser,
Não obra do acaso, ou um acidente de percurso.
Ninguém é acidente.
Nenhum destino está à alguém destinado.
O futuro nunca chega. Façamos o agora.

Ignorar ou empurrar da escada? Eis aí uma grande questão!

Ignorar ou empurrar da escada? Eis aí uma grande questão!
O que fazemos com a raiva?
Fingimos que ela não existe e que não estamos nem sentindo, ou a deixamos manifestar-se com toda a sua fúria?
Quando a pessoa está bem, ela pode afirmar racionalmente que ignorar é o melhor remédio. Porém, quando pisam no seu calo, sai de baixo!
Ela roda a baiana!
Chuta o pau da barraca!
Bota pra quebrar!
Não quer nem saber!!
O equilíbrio está entre não ignorar e não supervalorizar.
Sim, a ira impulsiva é uma supervalorização da raiva.
Como se ela fosse a mais forte e importante das sensações.
Há pessoas que lidam melhor com a raiva.
Se este não é o seu caso,
Não deixe que este sentimento atrapalhe a sua vida e
Te leve a atos prejudiciais.
É possível canalizá-la de modo positivo para seu próprio proveito.
Não hesite, procure um profissional.