quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Be Original

Muita gente tem medo de ser original,
Se orienta pela bússola dos outros,
Acredita em mentiras e estereótipos sociais.
Padroniza o comportamento para cada $tatu$.
Confunde postura com caráter,
Não distingue a pessoa, do amigo, do profissional, do filho, do cidadão...
Porque embora em essência seja a mesma raiz, os frutos podem variar em textura, cor e até sabor.
O bom amigo nem sempre é bom pai
O bom pai nem sempre é bom esposo
O bom esposo nem sempre é bom profissional
O bom pintor nem sempre é bom desenhista
E por aí vai!
São papeis diferentes,
Vividos e executados em momentos simultâneos
E, as vezes, inseparáveis.
E ser original neste contexto,
É assumir o risco de errar!
De fazer algo que as pessoas julguem impróprio, débil, infantil, excêntrico, antiquado..
Orientando-se pela bula social,
Muita gente deixa de se divertir.
Deixa de dormir uma horinha a mais - ou a menos,
Deixa de usar a roupa estampada que achou "da hora", porque a sociedade diz que é cafona.
Faz festa com o dinheiro que não tem
Pra convidar a 'alta sociedade'
E parecer que é feliz!
Queima gasolina
Torra dinheiro
Explode a própria vida,
Em busca de uma aparência cujo fogo não aquece a vida
Não ilumina a alma,
Não incendeia e nem inflama a felicidade...
Pura fagulha de solidão.
É uma pena que o ser, que se diz humano, ainda viva assim.
Ser socialmente aceito é sim saudável e bom.
No entanto, ser amado e aceito por si mesmo,
Sem medos da própria originalidade,
É o primeiro passo - talvez o mais importante,
Nesse trajeto insano que cursamos pela vida
Sem saber qual é o nosso destino certo.
O jeito é aproveitar cada minuto da viagem
Sem se importar com a bússola social
Seguir por si mesmo
Certo de que cada pessoa tem seu próprio caminho,
Destino e bagagem.
Boa viagem!!
Lauraine Santos.