domingo, 23 de agosto de 2015

Quando..

Quando no deserto
Nada florescer
Nem oásis houver
O teto for de estrelas sem condições de repouso ou estadia
A fome estiver sobrando
E o alimento estiver escasso,
Alegre-se!
Quando tudo isso estiver acontecendo,
Alegre-se!
Alegre-se porque é hora de caminhar!
É hora de sair do deserto
E encontrar o lugar onde o amor floresce,
Onde a água (VIVA) flui sem cessar
E o alimento não tem prazo de validade!
Você tá entendendo o que eu tô falando?? Emoticon confused_rev
Há muitos desertos,
Há muita gente prisioneira e moribunda em seus próprios desertos.
Mas não tem problema!
Depende apenas de você:
Escolha caminhar....

domingo, 16 de agosto de 2015

O QUE APRENDER COM A VIDA?


Que às vezes a inveja se camufla em elogios de admiração,
Também em tons de críticas amistosas.
Que não importa o quão leal você seja a determinadas pessoas,
Elas não te darão o valor que a lealdade tem.
Que alguns filmes sempre se repetem,
Pois com todo mundo é a mesma coisa:
Na hora da dificuldade, a maioria dos amigos somem
E só permanecem os leais escudeiros.
Que tem gente esquisita no mundo e mesmo que você não tenha feito nada de errado, ela vai te ver na rua e fingir que não viu.
Que mesmo sem você saber o motivo, vai te tratar mal ou com indiferença.
Que a amargura, o ódio, a raiva, ira, furor... As vezes, são inevitáveis,
As vezes, precisam ser extravasados,
Mas nunca devem tomar o controle das nossas ações.
Que não devemos reagir no primeiro impulso.
Que há momentos que o melhor é engolir nossas verdades e nosso orgulho.
E há momentos em que nenhuma palavra deve ficar sem ser dita, com todas as letras, pontuações, altura e tom que a gente acha que devem ser ouvidas.
Que algumas coisas doem, mas passam.
Que não importa o tamanho da dor, a hora que permitimos, ela acaba.
E a lição que fica, serve de alerta, ensina, ajuda a amenizar as próximas quedas inevitáveis da vida.
Tenho aprendido que a vida deve ser (e é) uma festa.
E ainda que não estejamos com disposição para dançar,
Não tenhamos par,
Não estejamos curtindo a música ou algo do tipo,
A vida continua sendo uma festa...
Que não importa o que os outros façam, tenho que estar sempre um passo a frente e
Em paz com a minha consciência.
Que de tudo, o que realmente importa,
É a MINHA consciência.
E você, está ciente do que se passa na sua consciência?
Lauraine Santos

Você usa os braços que tem?


Ia pela estrada a mãe e sua filha.
Cheia de sacolas, a mãe optou por ir empurrando a bicicleta com a menininha de uns quatro anos na garoupa. A pequena quis ir bebendo água.
A mãe parou tudo, deu o copo à criança, e, para não ter que ficar parada embaixo do sol quente, instruiu a menina:
- Com uma mão você segura o copo e com a outra se segura na bicicleta, pra não correr o risco de cair.
Só que a menina segurou o copo na mão em que a mãe lhe entregara, e ficou inerte, como se não tivesse entendido o recado. A mãe voltou a falar:
- Segura na bicicleta com a outra mão, filha.
E a menina parecia não compreender a linguagem da mãe. Ar abobado. Olhos espichados. Até que sem a menor malícia perguntou:
- Outra mão? Que outra mão?
Foi a vez então da mãe ficar com ar abobado. A menina não tinha nenhuma deficiência física, nem congênita nem adquirida. A mãe fez questão de conferir imediatamente, o outro braço e a outra mão estavam lá. Com uma breve apalpada e observação a mãe conferiu: 2 braços, 2 mãos, todos os dedos, olhos, orelhas, boca... Fisicamente, tudo perfeito.
Sem ainda entender bem o que acontecia, mãe e filha continuavam ali. Ambas assustadas, sem entenderem nada, e a filha com o copo d’água em uma das mãos e o outro braço pendurado, solto e obediente a todos os movimentos.
Foi quando a mãe pegou o outro braço da filha e mostrou:
- Essa mão aqui, ó! Você tem duas. Tem a que está com água e essa outra. Direita e esquerda.
Com sorriso do tamanho do universo, a menina sorriu, segurou-se na bicicleta com a outra mão e durante todo o percurso, dizia pra mãe:
- Eu tenho duas mãos, né, mãe?!
Ao fim da noite, a criança ainda exultava, feliz, espalhando aos quatro ventos: “eu tenho duas mãos!”
O que você tem e não usa?
O que você tem e não sabe que tem?
Qual potencial é tão natural que você até esquece que faz parte de você?
Quantas vezes você tem seguido a vida fazendo uso de deficiências que não possui?
Quantas vezes você tem se esquecido de que tem duas mãos, dois pés...??
Quantas vezes você tem se adaptado à zona de conforto sem dar-se conta de que “tem outra mão”?
Quais são os recursos que você tem e não enxerga que tem?
A história pode parecer boba, mas foi baseada em fatos, e nos diz o quanto, as vezes, precisamos de alguém que nos mostre as ferramentas que possuímos e não usamos, não enxergamos, não sabemos que temos, não nos damos conta de que podemos usar. Coisas tão naturais que nem mesmo percebemos...
Análise pode te ajudar a encontrar essa “mão perdida ou esquecida”. Use seus recursos.
Lauraine Santos

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Adeus, auto piedade.

“A minha dor é minha.
O problema é meu.
Sou eu que sinto.
Só eu que sinto.
Não interessa a ninguém.
De repente, eu sou obrigada, tenho que reaprender a viver.
E eu me sinto sozinha.
Perdida e completamente sozinha”.

Aí a gente se pega se lamentando por tudo o que não fomos:
desde as melhores qualidades aos piores defeitos...

Auto piedade não leva ninguém a nada. 

E é preciso saber distinguir amor próprio de auto piedade.

Auto piedade é lançar-se cada vez mais profundamente no escuro abismo e sofrer antes e depois da queda.  

Amor próprio é saber que, não importa o tamanho do abismo que você caia ou que te joguem,
Você terá força e vontade para sair de lá, buscar ajuda e ser curado.


Lauraine Santos. 

Emaranhando a vida

A nossa vida é um emaranhado de temas, assuntos, pensamentos e emoções dos quais acreditamos ter ciência e administrar muito bem.

No entanto, como seres complexos, somos também cheios de contradições.

E administrar essas contradições requer mais do que habilidade e boa vontade.

Não digo das contradições explícitas que sabemos que temos,
Mas daquelas que passam despercebidas e não nos damos conta de que existem.

Lembro agora de um exemplo bem simples disso...

Há aproximadamente um ano, conversava com uma amiga que, após o início de seu atual namoro, desenvolveu algumas alergias. Logo, a associação entre “tal namoro & alergia” vieram à tona.

Sendo assim, o quê, ou por que, uma coisa teria desencadeado a outra?
Que ligação existiria entre os fatos?

Ao continuarmos a conversa, ela me confidenciou que uma vez passou pela cabeça dela que talvez esse tal namorado- que ela conhecia pouco- pudesse ser casado. Hipótese que na época ela descartou muito mais por gostar do rapaz do que propriamente pela razão. E ela seguiu falando, que ignorou a possibilidade, mesmo que sua crença a dissesse que era errado e que não devia jamais se envolver com alguém compromissado.

A conversa prosseguiu, e quando esse assunto já estava praticamente esquecido, perguntei: “Amigãn, você se envolveria com um rapaz se tivesse CERTEZA de que ele era casado?”.  Ao que ela, muito rápida e espontaneamente me respondeu: “Creeeedo, amigããn!! Tenho ALERGIA a homem casado!” (Oi? Alergia? Eu ouvi isso mesmo?)


Embora o jovem com quem ela se relaciona não seja de fato casado, por alguns instantes, no pensamento daquela moça em início de namoro, ela acreditou que essa possibilidade podia ser real. E essa crença tornou-se um conflito, e esse conflito tornou-se uma doença.

O conflito foi a dúvida entre prosseguir com o relacionamento ou não, foi a dúvida entre abrir mão dos seus valores e crenças em busca de um amor. Foi pesar na balança o que valia mais, os princípios racionais ou a sensação avassaladora de prazer. E ela insistiu em ir contra seus princípios e valores ao prosseguir com o relacionamento mesmo antes de ter certeza de que o rapaz não era compromissado com outra pessoa.

Se por um lado ela optou pelo prazer, por outro, seus dogmas internos a condenaram.

Incrivelmente, após algumas semanas de bate papo abordando o tema, e elaborando o conflito, as alergias começaram a sumir progressivamente.

Detectar certos conflitos, às vezes, requer mais do que ser um bom amigo, ou bom ouvinte, mas o tato profissional, para não apenas detectá-los, mas também, ajudar a resolvê-los.

Lauraine Santos.