quinta-feira, 5 de março de 2015

Vida que ensina

A idade adulta chega
Mas a gente não quer sair da infância!
E a despedida parece muito cruel.
Tão cruel
Que não importa o destino futuro
Importa apenas que não queremos sair de onde estamos.
É impossível dar adeus à infância,
Local protegido
Ninho fechado
Porto seguro...
É difícil caminhar para um destino onde eu não quero chegar!!!
Então eu esperneio
Choro, grito,
Me jogo no chão
Me debato desesperadamente
Cravo as unhas no assoalho
Mas não tem jeito!
Sinto a vida me puxando pelas pernas, me levantando puxando pelas orelhas, dando uns gritos comigo, me fazendo engolir o choro e dizendo que não quer ouvir mais nenhum pio!
E eu sigo soluçando cabisbaixa
Tentando não olhar pra trás.
Pirraçando de trecho em trecho
Sendo sacudida pela vida mãe educadora tirana a cada pirraça...
Em cada parada
Cravo as unhas no chão
Na esperança de conseguir retornar à infância
Ou no mínimo, de não ter que continuar a caminhar rumo ao destino
Que desconheço
Que não gosto
Que não quero chegar
Que não me fará feliz
E que
Não me satisfará!!

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