quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Educação Familiar

No que diz respeito à educação, muitas dúvidas pairam sobre a minha cabeça...
Porque educar é respeitar o limite do outro, e, ao mesmo tempo,
Ensinar ao outro que ele também tem que ter limites.
Tarefa nada fácil, convenhamos!

Aí me veio à mente a memória que uma tia minha conta cheia de orgulho,
Que se lembra de que eu tinha uns dois aninhos quando minha mãe me deu um pacote de biscoitos, e, em seguida, me disse pra dividir com um tio que estava chegando e regula idade comigo... Como mesmo após um longo diálogo não persuasivo eu não quis dividir, levei uma bronca e uns sacodes.
Detalhe que minha tia conta com TOTAL orgulho, minha mãe se ensoberbece, e eu, até então, sempre dei razão à elas, afinal, a medida foi corretiva! Todos nós temos ciência de que saber dividir é essencial para se viver em grupo.

Embora eu não me lembre do fato, é inegável que eu aprendi a lição.
Não com facilidade, nem de primeira, pois episódios semelhantes posteriores eu tenho na memória...

Mas sobre esse episódio especificamente, surgiu a dúvida:
Foi certo o sacode? Eu merecia? Precisava?
O biscoito era meu!! Se me deram, era meu!
Era também MEU direito decidir se dividia ou não.
Se eu não queria dividir, por que cargas d’água invadir o meu espaço e mudar minha decisão?
Para que eu fosse aceita socialmente?
Para que eu aprendesse como ser uma pessoa ‘do bem’?
Porque é bonitinho e fofo?
Porque Jesus ensinou?

Ahhh, nenhum desses porquês deve ser de fato válido!
Era meu direito ser uma pessoa má e arcar com as consequências do meu egoísmo.
Mas... Ops!! Não é que foi exatamente isso que aconteceu??!  O.O
Arquei com as consequências e ainda tive meu pacote de biscoitos compartilhado.

Se foi certo o sacode, não posso afirmar,
Mas de alguma forma, sempre senti orgulho por ter sido educada com esse zelo do “politicamente correto”,
E sempre acho legal a expressão da minha tia ao contar o fato,
E nunca, JAMAIS duvidei de que eu faria diferente...

Se é pra ter consequências – porque tudo na vida tem – que sejam as menos cortantes e mais proveitosas.


Certo ou errado, na infância, aprendi a lição: quem não divide, apanha!! Rsrs...
Agora estou aprendendo que quem divide demais, também apanha!!
Só me resta aprender o equilíbrio: com quem dividir... ou não!!!! 

As vezes...

As vezes,
Tudo que a gente precisa,
É se desfazer um pouco de tudo que aprendeu pela vida...
É deixar de lado os valores, princípios, crenças, raízes profundas que se expandem fincadas em nós além do nosso entendimento.

As vezes,
Tudo que a gente precisa, é entender que a verdade pode ser relativa,
E que não existe nada absoluto debaixo dos céus.

As vezes, a gente precisa entender que o mundo é um lamaçal e que se estamos aqui, só pode ser porque também temos que nos sujar.

As vezes, a gente só precisa aceitar. Mas...
É tão tenebroso aceitar que as coisas não são como deveriam ser...
E a  gente se modera, se pondera, se trava, pisa no freio, e puxa o gatilho da prisão ao bom senso, justo e correto. E descobre que nada disso é de todo bom.


Eu ando com medo. 
Com muito medo mesmo, de que tudo não passe de mera ilusão, de que tudo seja uma farsa, e de que eu seja apenas mais uma mentirosa no mundo, mentindo pra mim mesma, pra não sofrer, que as coisas podem e serão um dia, melhores!! 

sábado, 22 de novembro de 2014

Por que deixamos de brincar?

Por que deixamos de brincar?
Brincar mesmo!!!
Pique-esconde!
Pique-tá!
Pique-parede!
Pique-alto!!
Pique-bandeira!
Cobra-cega!
Chicotinho queimado!!
Andar de patins!
Andar de bicicleta...

Por que deixamos de subir em árvores?

Não vale dizer que a idade nos torna inflexíveis para esses movimentos.
Acredito mais que a ausência desses movimentos seja o que realmente nos deixa inflexíveis: física e emocionalmente!

O polícia e ladrão do adulto é à vera!
As corridas são para sobreviver e os sorrisos são para esconder o que dói, quando muito, abafados pelas lamentações dos problemas insolúveis.

Sou a favor de que o adulto seja genuíno
Não como a criança que esconde os erros que comete por medo das broncas,
Mas como a criança que briga e em 5 minutos esquece tudo de ruim que passou e volta a acreditar no amigo, porque pra ela, nada mais importa além de ter companhia para poder brincar e ser feliz.

Sim, somos adultos. Mas... Quem disse que precisamos abandonar o lúdico?
Quero aproveitar o lúdico, uni-lo à experiência que o tempo me trouxe e voltar a brincar, imaginar, falar sozinha como se estivesse falando com alguém, sonhar acordada com o castelo da Barbie... (tá, confesso que nunca fui fã da Barbie, rsrs, mesmo assim tá valendo!!).

E sem desprezar a vida adulta, dar à ela um novo e melhor sentido,
Mais colorido, com mais brincadeiras... correria...

No entanto, é melhor começar devagar, não temos mais idade para sérias contusões físicas! E de pouco em pouco, as feridas emocionais vão sarando nas brincadeiras...

E pra você que comeu mosca, só posso dizer que COMIGO NÃO TÁ!!!

E quem chegar por último é a mulher do padre!!!

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Ciência

Ciência sem experimento é teoria, hipótese.
Ciência em si é experimentada, testada, aprovada.

A experiência pode ser flexível e mutável,
Logo, a ciência não é, antes, sempre está,
Em possível repleta transição,
Tal qual cada resultado experimental.

>> Escrevo que depois nem eu mesma entendo o que foi que eu escrevi.
Mas no fundo, entendi. srsrsrs