sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Preciso-me

Eu tenho memórias que nem gostaria de lembrar.
Eu tenho sonhos com coisas que nunca vi.
Eu sonho com gente que nunca conheci.

Eu vivo num mundo abstrato e obsoleto.
Sou platônica por imposição do destino.

Eu sou.
Eu vou.
Eu estou... transitória como o verbo em seu estado de ação,
Não digo do gramaticalmente correto.
Porque hoje estou,
Amanhã talvez,
Depois de amanhã, talvez nunca.

E as faces mais sombrias e obscuras
Detém-se nos esgotos das almas que insistem em se camuflar
E não buscam pelo saneamento básico de sobrevivência.

Assim, vão matando, aos poucos,
A si mesmos, e a quem estiver em volta.
Devoram sem pena as almas aos redor.
Alimentam-se como verdadeiros roedores,
Roendo o que no outro há de melhor.

Mas, não cabe mais a mim discursar tal discurso.
Preciso escapar.
Preciso sobreviver.
Preciso-me viva e saudável,

Para viver novos sonhos,
Conhecer as pessoas que aparecem nos meus sonhos,
Visitar os lugares com os quais ainda nem sonhei...

Preciso-me viva para
VIVER!

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