quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Raiz sem raízes

E a palavra sangra
Enquanto as lágrimas fazem o nó na garganta.
E a vida passa
Diante dos olhos marejados
E da alma machucada.
E das raízes cortadas
Não resta nem o solo.
Sem flores nem frutos,
Sem sol nem água. Sem sombra.
Assim eu prossigo
Com a garganta entalada
Com o choro engasgado
Com a alma sangrando
Vou-me desfazendo,
Humilhada,
Seguindo meu caminho
Que não tenho por onde fugir.
Sem frutos ou flores, sigo só sem raízes, apenas com meus galhos...

À frente vou eu!!

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