quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Outubro de 2013

As pessoas querem as coisas. Querem tudo.
Querem pra ontem. Querem pra sempre.
E, as vezes, nem sabem ao certo o que querem e como querem.
Por meios ocultos e obscuros tudo se retém e nada se contém.
O breu atrais, distrai, contrai, mas não apraz. Nele, não há paz.
A luz esquenta, expele, afasta, nada controla e só se desgasta.
O tempo passa pelo funil, na ampulheta da vida.
Sou querer e dissabor, tempo e contra tempo em meu próprio caminho.
Não tenho escolhas, sou fruto do meu inconsciente genético fadado ao fracasso.

Desconfio das coisas absurdamente normais. Nada pode ser tão normal.
Até a normalidade tem lá suas tolerâncias!

E o poder... ah, o poder!! Tão fascinante quanto estar de posse do controle da TV é sentir o poder!!
O poder é o que há de mais atraente na natureza humana.
O poder é fascinante, estonteante. Arranca suspiros. Arranca-me suspiros eternamente apaixonados. Avassalador. Devastador. Ah, o poder!!

O poder de ser livre. O poder de decidir, de ir e vir, de falar e ouvir...
Então, em meio ao caos, aos quereres, ao breu e a luz, ao tempo, a vida e as ampulhetas da desconfiança...
Em meio a tanto poder, debaixo do sol de agora, sou eu que brilho.

Quero agora, pra ontem, para a eternidade...
Coisas, pessoas, sensações, emoções, vontades...

Porque abaixo do sol, sou eu.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Marque presença