segunda-feira, 8 de abril de 2013

Você sabe quem você é?


Em conversa com um amigo psicólogo eu falava sobre o comportamento das meninas,
Que literalmente se jogam pra cima dos rapazes de um modo que, até visto de fora, o anormal é eles resistirem a tantos peitos e bundas se esfregando na cara deles. O assunto também estava com o foco voltado para a religião, mas foi quando meu amigo me disse: "Lolô, em minhas consultas, vejo que o maior problema das pessoas hoje, é que elas não sabem quem elas são." que me dei conta do quanto o assunto é grave e bem mais profundo do que se pode ver.

Uma infinidade, eu sou. Meus pais me ensinaram a andar, falar, comer, tomar decisões... O que me deixa claro que um dos meus primeiros papéis de existência é que sou filha. Sou muitas coisas, visto muitos personagens para viver bem socialmente, mas sou além do personagem. Existe a essência, o caráter, que é imutável, esteja eu onde estiver. Na minha essência, foi moldado um caráter de valor.

Cresci em um ambiente religioso, onde aprendi que o Deus criador dos céus e da terra me ama, me criou, me deu leis de conduta para uma vida boa. Aprendi que sou templo do Espírito Santo, sou geração eleita, sacerdócio real, ... (I Pedro 2:9). Aprendi que devo ser sal na terra, luz no mundo (Mateus 5). Aprendi que confiando e obedecendo a Deus, sou como árvore plantada junto às águas, que estende suas raízes para o ribeiro e não receia quando vem o calor, mas a sua folha fica verde; e no ano de sequidão não se fadiga, nem deixa de dar fruto. (Jeremias 17:8).

Mas, como tudo na vida, a teoria é bem mais simples do que a prática. Sem contar que é impossível ser espiritual|religioso o tempo todo. Até então, eu pensava no assunto voltando a atenção para um fator externo, de adolescentes sem parâmetros, que querem ser tudo que a mídia diz que elas têm que ser: sexy, vulgar, sem compromisso, fúteis, eternas cinderelas, etc...

E foi numa situação muito pequena, que percebi o quanto é importante sabermos quem somos, quem são as pessoas à nossa volta, e que as nossas decisões pensadas nos outros, mostram quem nós somos.

EPISÓDIO: Após malhar e levar algumas horas no meu trabalho, pensei em passar no dentista para agendar uma consulta, na dúvida,  resolvi voltar direto para casa, sendo assim, peguei minha bicicletinha e vim numa boa. Já bem pertinho de casa, tomei uma fechada de um carro que até agora não sei bem o que aconteceu.  Sei apenas que eu estava bem no cantinho da rua quando não tinha nem como subir na calçada e tomei uma pancada. Eu estava tão no canto, que o carro que veio em seguida não passou por cima de mim - o que teria acontecido se eu estivesse na  rua. Com a pancada, o guidão da bicicleta quebrou a lanterna traseira do carro. Na hora, tive a impressão de que a bicicleta ia agarrar no espaço quebrado da lanterna e eu seria arrastada até a BR101 (próxima ao local do acidente). Por interferência divina, consegui ralar apenas o joelho esquerdo. aliás, esfolei o joelho no asfalto!

Fui socorrida por uns homens que trabalhavam numa obra bem em frente ao local. O autor do acidente acelerou ainda mais e se mandou. Nesse momento, apesar de toda ira, tive que saber quem eu sou. Os rapazes que assistiram o acidente estavam tão indignados que além de me perguntarem se eu estava bem, tinha um que o tempo todo dizia: 'eu decorei a placa do carro, moça. Anota e denuncia ele. Bateu em você e nem te socorreu. Eu decorei, anota.'. Agradeci a gentileza, mas pensei sobre o ser.

Primeira conclusão: que a pessoa que me atropelou, boa coisa não é. Ou, no mínimo, teria parado para socorrer o outro ser humano. Afinal, acidentes acontecem, independente de estarmos certos ou errados, como foi o caso dele.

Segunda conclusão: conheço os pais e o marido que tenho, com certeza iriam até o inferno para pegarem esse sujeito covarde. Esbarro então na primeira conclusão, de que não vale a pena expor os meus a um sujeito que boa coisa não é  (principalmente um homem estourado e com a profissão que meu esposo já exerceu).

Por fim, entendi que sei quem eu sou.

Sei que seria justo o sujeito ter pelo menos uma dor de cabeça pela sua falta de caráter,
Mas descobri que por um joelho ralado, não vale arriscar matar ou morrer,
Que eu e as pessoas que amo valem mais do que um sujeito ruim de roda.
Que eu e meu esposo somos referência para um grupo de pessoas, as quais não podemos decepcionar.


E a melhor das conclusões:

Percebi que quando eu sei quem eu sou, é mais fácil saber quem os outros são.


*E você, sabe quem você é?


















quarta-feira, 3 de abril de 2013

Maturidade

Vivendo uma nova fase.
Talvez experimentando a maturidade
Sem me lamentar pela infância perdida.

Disposta a encarar o dia a dia,
Os desafios,
Os contratempos.

Começando a gostar de coisas que antes detestava.
Passando a procurar disciplina
Quando a zona de conforto é incomparavelmente mais confortável...

Esses dias eu caí,
Mas me dei ao luxo de pensar
'Nem chorei'.


Vida, finalmente,
Aí vou eu!