quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Existo.

Escrevo, logo existo.
Duvido, logo existo.

Não preciso comprar, emagrecer, engordar ou casar para existir.
Preciso apenas ser para existir.

Eu ouço, vejo, apalpo, degusto, cheiro... e só o que me faz existir, é o que sinto.
Sim. A razão não faz o menor sentido quando não há sentimentos na mesa.

E para a cadela no cio, seu uivar é o que importa.
Desperta a vizinhança!
Incomoda!
Assusta! Chateia  e aporrinha.

Mas, é o instinto!
E contra os instintos não há argumentos.
Quanto ao sentir irracional, só nos resta existir...
Instintivamente!!

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Nunca deixar de duvidar

Chega um momento na vida em que nada é suficiente.
Tornar-se ateu torna-se impossível e
Manter-se cristão não sacia as dúvidas.
Tentar qualquer outra religião é insano,
Porque nada é completo em si.
É o trágico momento em que tanto ser cético quanto ser crente denota imbecilidade.
É o momento em que nada satisfaz e nenhuma resposta é completa.
Nada satisfaz.
Nenhuma resposta é suficiente.
Nem todas as perguntas estão bem formuladas.
Não há judaísmo, hebraísmo ou ‘Livro dos por quês’.
Tudo é descompasso.
                O conflito entre psique e realidade supera a maturidade e a capacidade racional.
                Neste momento, tudo que me resta
                É duvidar sem culpa e sem medo de encontrar respostas.
Mais difícil do que questionar é ter coragem de ir em busca da verdade,
De encarar que talvez se esteja aprendendo errado o que a vida vem ensinando de modo correto.
Como professora, entendo que os métodos de ensino variam de acordo com a capacidade de aprendizado de cada aluno... Talvez isso explique a causa da metodologia que a vida vem usando comigo.
Não sinto culpa em duvidar.
Jamais sentirei.

Idiotice é não procurar a verdade... 

sábado, 7 de setembro de 2013

Nome - apelido

Sebastião é Tião. Luiz Arthur virou Tutuca. Cláudia virou Pepa.
Rosângela virou Angela. Francisco é Chiquinho e somente para mim ele é Kal.
Deuzimar virou dona Zilma. Thiago é Dodô. Deonines era Nila
Carlos Henrique ficou Carlinho, mas por muitos anos foi Batoré.
Rayssa agora é Frida e Késya é Caóquinha.  Ricardo ficou Cadinho
E eu, oficialmente sou Lauraine na escrita, Lorraine na pronúncia abrasileirada e informalmente, sou Lô, Lolô, Dó, Doca, Doquinha.Chego a eventualmente ser Rolô, Rolôzinha!!

E no fim, para que servem os nomes?? Talvez de referência para os possíveis apelidos. Ou não. Talvez um dia eu entenda o motivo de chamar Francisco Heverson de Cal, e de me chamarem de Dó, Doca ou Doquinha... 

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Quase desisto


Maldição são essas conjuntivas tão próximas que fazem todo judeu parecer vesgo!
Ahh, eu era escrava das horas!! Sentia-me nua na ausência do relógio de pulso.
Hoje, apesar do inverno, só quero usar meias com chinelo de dedo, e passar o dia sem precisar tirar o pijama. 
É um inferno ter que acordar sem vontade. 
A atividade me espera. 
O corpo diz: 'levanta! Eu preciso me mexer!'
A preguiça diz: 'Não vai, não. Está tão bom aqui...'
Nesse cabo de força, a preguiça está ganhando. 
Mas sei que é só até daqui a pouco, quando voltarem os enjoos e o mal estar... 
Entrará em cena a consciência, o demônio acusador que me dilacera a imagem de boazinha. 
E de ervas amargas qualifico minha existência. 
Apesar da segunda-feira infrutífera, é mais prático culpar aos deuses e aos gatos.

Eu desisto de tentar entender!! 
Desisto!!!! 
Desisto de tentar, quase desisto de lutar, mas, não me resta outra opção, a não ser viver. 


terça-feira, 9 de julho de 2013

Texto Incompleto

Os grandes templos são os inimigos do verdadeiro evangelho, inimigos do sentido de igreja, que significa: chamados para fora.

Os grandes e confortáveis templos nos convidam a permanecer dentro das paredes... 

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Vida

A santa virou puta.
A piranha se converteu.
O casado ficou brocha
E o pegador virou gay.
E assim as pessoas vão levando suas vidas.
Algumas, transformadas no que nunca quiseram ser.
Outras, transtornadas pelo que nunca puderam realmente ser.

Por vezes é o medo que corrói.
Maior instinto primitivo: medo.
Mas todo mundo finge que é feliz mesmo sentindo medo das escolhas que nunca fizeram.
Lamentam-se por não saberem o que seria a vida se tivessem tomado as escolhas contrárias...

E nisso, resumo a vida: uma grande incógnita sem solução, sem respostas e sem tradução. 

segunda-feira, 17 de junho de 2013



Então,

milhões de vidas se acabam de fome na África e ao redor mundo,
mas o mundo está se mobilizando pelos 20 cents de aumento nas passagens rodoviárias do Brasil?


Se as manifestações tivessem começado por causa do preço do tomate eu acharia normal, mas o estopim dessa guerra civil ser o preço da passagem não colou pra mim!!

É óbvio que como a história nos mostra, há algum poder político por trás disso tudo.
Essa é nitidamente uma manifestação que está sendo orquestrada e não é pelo povo.

Temo que todo esse cenário seja uma farsa para (re)implantação da ditadura ferrenha,
E que tudo não passe de estratégias para invasão estrangeira do nosso território...

Apesar de pensar muita coisa, só nos resta esperar pra ver o rumo que essa coisa toda vai tomar,
Afinal, só o tempo nos mostra as verdades.

Lauraine Santos

Pela vida...

Um surto nacionalista??

Se for, que seja para sempre!!!
Acredito que era o que faltava pro nosso país começar a andar pra frente!!

Amor à Pátria, meu povo!!
Amor à terra e ao que se há de deixar para os vossos filhos!

Amor, amor, amor.

Se for por amor, que algumas vezes se faça a guerra!
Se for pela justiça, que se faça a guerra!
Se for pela vida, que se faça a guerra!
Se for pela Pátria, que se faça a guerra!!

Não quero a guerra,
Não nos convém derramar sangue.
Mas se for pelo direito de uma vida digna de ser vivida,
Que se faça a guerra.

Lauraine Santos.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Felicidade

Ela respirou fundo.
Desceu do carro, fechou o retrovisor.

Não havia motivos para olhar para trás.
Atravessou a rua.
Sentiu a brisa tocar seu rosto,
Viu as folhas caírem secas.
Entrou no prédio, e tudo que viu dali por diante,
Foram as paredes cinza do seu escritório.

Ali, a vida se findou por inúmeros anos na ilusão de fazer parte dos empresários bem sucedidos!
Como empresários, talvez estivesse entre os melhores...

Como bem sucedido na vida, a informação é falsa.

O que jamais serei

Vou arrumar meu cabelo, meus brincos, minhas unhas: símbolos da minha vaidade.
Vou procurar sapatos de saltos bem altos, para me sentir elevada em soberba.

Tentarei disfarçar minha insignificância,
Como se fosse possível ignorar a amargura.

E eu sou apenas um poço de dúvidas insolúveis.
De tudo o que fui, sei que para sempre serei apenas o que não sou,
O que jamais serei.

sábado, 25 de maio de 2013

Desvestir

Acordei, me vesti e saí.
Retornei, me despi e me deitei.

Lamentei-me pela pele de branco e pelo cabelo de negro.
Lamentei-me pela extrema largura e pela pouca estatura.

E não existe nenhuma história de amor.
Não existe nenhum verso inspirado em mim.

Não existe castelo, nem príncipe. Há apenas cavalos.

Fecho os olhos e vejo um carrossel girando feito um móbile pendurado no berço.
Enquanto a canção toca, o móbile gira, meu pensamento desliza entre as paredes do quarto
Procurando brechas por onde possam escapar!

Amanhã, tudo de novo: acordar, me vestir e sair.

Deitada, nua, mergulhada no móbile do meu berço,
Por hoje, já me despi demais.
Acho melhor cobrir meus sonhos,
Fantasiar meus ditongos, despedir meus hiatos e ir dormir.

Dormir até que o amanhã não possa chegar nunca mais!
Não vou mais me despir.
Deixarei que a vida por si só possa me desvestir!!

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Você sabe quem você é?


Em conversa com um amigo psicólogo eu falava sobre o comportamento das meninas,
Que literalmente se jogam pra cima dos rapazes de um modo que, até visto de fora, o anormal é eles resistirem a tantos peitos e bundas se esfregando na cara deles. O assunto também estava com o foco voltado para a religião, mas foi quando meu amigo me disse: "Lolô, em minhas consultas, vejo que o maior problema das pessoas hoje, é que elas não sabem quem elas são." que me dei conta do quanto o assunto é grave e bem mais profundo do que se pode ver.

Uma infinidade, eu sou. Meus pais me ensinaram a andar, falar, comer, tomar decisões... O que me deixa claro que um dos meus primeiros papéis de existência é que sou filha. Sou muitas coisas, visto muitos personagens para viver bem socialmente, mas sou além do personagem. Existe a essência, o caráter, que é imutável, esteja eu onde estiver. Na minha essência, foi moldado um caráter de valor.

Cresci em um ambiente religioso, onde aprendi que o Deus criador dos céus e da terra me ama, me criou, me deu leis de conduta para uma vida boa. Aprendi que sou templo do Espírito Santo, sou geração eleita, sacerdócio real, ... (I Pedro 2:9). Aprendi que devo ser sal na terra, luz no mundo (Mateus 5). Aprendi que confiando e obedecendo a Deus, sou como árvore plantada junto às águas, que estende suas raízes para o ribeiro e não receia quando vem o calor, mas a sua folha fica verde; e no ano de sequidão não se fadiga, nem deixa de dar fruto. (Jeremias 17:8).

Mas, como tudo na vida, a teoria é bem mais simples do que a prática. Sem contar que é impossível ser espiritual|religioso o tempo todo. Até então, eu pensava no assunto voltando a atenção para um fator externo, de adolescentes sem parâmetros, que querem ser tudo que a mídia diz que elas têm que ser: sexy, vulgar, sem compromisso, fúteis, eternas cinderelas, etc...

E foi numa situação muito pequena, que percebi o quanto é importante sabermos quem somos, quem são as pessoas à nossa volta, e que as nossas decisões pensadas nos outros, mostram quem nós somos.

EPISÓDIO: Após malhar e levar algumas horas no meu trabalho, pensei em passar no dentista para agendar uma consulta, na dúvida,  resolvi voltar direto para casa, sendo assim, peguei minha bicicletinha e vim numa boa. Já bem pertinho de casa, tomei uma fechada de um carro que até agora não sei bem o que aconteceu.  Sei apenas que eu estava bem no cantinho da rua quando não tinha nem como subir na calçada e tomei uma pancada. Eu estava tão no canto, que o carro que veio em seguida não passou por cima de mim - o que teria acontecido se eu estivesse na  rua. Com a pancada, o guidão da bicicleta quebrou a lanterna traseira do carro. Na hora, tive a impressão de que a bicicleta ia agarrar no espaço quebrado da lanterna e eu seria arrastada até a BR101 (próxima ao local do acidente). Por interferência divina, consegui ralar apenas o joelho esquerdo. aliás, esfolei o joelho no asfalto!

Fui socorrida por uns homens que trabalhavam numa obra bem em frente ao local. O autor do acidente acelerou ainda mais e se mandou. Nesse momento, apesar de toda ira, tive que saber quem eu sou. Os rapazes que assistiram o acidente estavam tão indignados que além de me perguntarem se eu estava bem, tinha um que o tempo todo dizia: 'eu decorei a placa do carro, moça. Anota e denuncia ele. Bateu em você e nem te socorreu. Eu decorei, anota.'. Agradeci a gentileza, mas pensei sobre o ser.

Primeira conclusão: que a pessoa que me atropelou, boa coisa não é. Ou, no mínimo, teria parado para socorrer o outro ser humano. Afinal, acidentes acontecem, independente de estarmos certos ou errados, como foi o caso dele.

Segunda conclusão: conheço os pais e o marido que tenho, com certeza iriam até o inferno para pegarem esse sujeito covarde. Esbarro então na primeira conclusão, de que não vale a pena expor os meus a um sujeito que boa coisa não é  (principalmente um homem estourado e com a profissão que meu esposo já exerceu).

Por fim, entendi que sei quem eu sou.

Sei que seria justo o sujeito ter pelo menos uma dor de cabeça pela sua falta de caráter,
Mas descobri que por um joelho ralado, não vale arriscar matar ou morrer,
Que eu e as pessoas que amo valem mais do que um sujeito ruim de roda.
Que eu e meu esposo somos referência para um grupo de pessoas, as quais não podemos decepcionar.


E a melhor das conclusões:

Percebi que quando eu sei quem eu sou, é mais fácil saber quem os outros são.


*E você, sabe quem você é?


















quarta-feira, 3 de abril de 2013

Maturidade

Vivendo uma nova fase.
Talvez experimentando a maturidade
Sem me lamentar pela infância perdida.

Disposta a encarar o dia a dia,
Os desafios,
Os contratempos.

Começando a gostar de coisas que antes detestava.
Passando a procurar disciplina
Quando a zona de conforto é incomparavelmente mais confortável...

Esses dias eu caí,
Mas me dei ao luxo de pensar
'Nem chorei'.


Vida, finalmente,
Aí vou eu!

domingo, 3 de março de 2013

Quem paga?

O que eu quero tem um querer que não me quer.
O que eu quero tem nome, mas nenhum caráter.
O que eu quero é imoral, é ilegal, e sim... pode engordar!

A agonia tem preço, a dor tem preço,
E quem paga por tudo sou eu.

sábado, 2 de março de 2013

Meu fascínio

Mais uma vez você vem em sonho me perturbar.

Seus olhos me deixam alucinada. Não sei como me libertar deles.
Todos os dias penso nisso.
É o incompleto que tem me incomodado.
Eu não me curo de você,
Esse fascínio é crônico.

Não consigo me desvencilhar da ilusão que me prende ao seu olhar.
É como a lua, iluminado. Bonito e atraente. Misterioso e inacessível.
E eu, mera mortal!

Quero um sorriso seu,
Um gesto de cumplicidade...
Coisas que sei que jamais vou ter.
Ou melhor, que jamais terei - sejamos gramaticalmente corretos.

O pior é saber que essa coisa aqui dentro de mim nunca vai passar!
Consigo conviver com a ausência,
Mas tem horas que dói. Tem horas que dói pra valer!

Eu vou dormir.
Mais uma vez sonhar com os seus olhos,
Mais uma vez sonhar com tudo o que não vivemos,
Mais uma vez lembrar que você não me quis...

Duvidar dessa realidade as vezes a torna menos angustiante,
É uma pena que os desejos não mudem nada.
Só me resta ir dormir com dor, e de certa forma,
Com o consolo de poder, pelo menos, sonhar com você.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Paciência

Lá vem a madrugada,
Lá vem a desilusão e os sonhos que viraram pesadelos.
Lá vem a insônia e a vontade de dormir.

Lá vou eu pensar no que não dizer, no que não fazer.
Para não sofrer, para não ferir, para não machucar.
Cá estou eu, procurando soluções para problemas que nem sei se tenho.

São sempre os meus sentimentos,
É sempre o meu sofrimento,
Sempre o meu ponto de vista, o meu egoísmo,
Sempre a minha vida em lamento pelo que não vivi
 -  acabo esquecendo que ainda existe o 'ainda'...

O que não vivi, não vivi ainda,
Mas poderei viver.
É só uma questão de tempo,
Uma questão de atitude,
De paciência...

E agora, lá vou eu, encontrar-me com minha paciência.
Criar um canto com meu lamento de vida rimado a esperança que me abraça.


segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Pecado sem culpa

Hoje foi a última vez que implorei um carinho seu.
Não vou mais mendigar algo ao qual tenho direito de receber,
Não vou mais me isolar, nem me culpar.

A partir de agora, sigo as regras do egoísmo
- a mesma que você tem seguido -
Motivo que tem me feito infeliz.

Não quero mais os planos futuros sem nenhuma estratégia de realização,
O nome disso é utopia, ilusão.
Não quero uma vida baseada em possibilidades surreais.
Não quero mais essa vida que levo com você.

Não vou mais implorar para ter algo que é meu.
Não quero mais me humilhar por um carinho, ou em busca de um olhar de ternura.
Agora é tudo ou nada.
Agora sou eu ou eu,
Aprendendo a me desfazer dos princípios mesquinhos aos quais fui apresentada e enraizada.
Aprendendo que os valores divinos são para seres divinos,
E que eu, como mera humana, devo render-me á minha carne.
Não em demasia,
Mas na medida exata, que não me deixe carente a ponto de precisar mendigar carinho, atenção, exclusividade...

Na medida que me deixe ser livre sem culpas - ainda que haja pecado...

Melhor culpa com pecado, do que uma culpa vazia de significado.

Dica de carnaval

Eu não curto carnaval, samba, praia, sol, bebida...


(Não sei porque sou brasileira - e ainda por cima carioca! Nem sei sambar!!)


Mas curto meus amigos, minha família, meus animais,


Meu tempo de qualidade comigo mesma e com os que amo.


Curto dormir, namorar, rir, ler, ouvir música!


Quando a água esquenta, um banho de piscina ao pôr do sol cai bem!



Seja lá para o que for, curta seu feriado!


Aproveite com quem você ama, fazendo o que você gosta.


Bom descanso, amigos.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Boa noite.

Tem horas que a certeza me dá força pra continuar
E repentinamente o medo me afunda, me puxa pra baixo, me afoga!

Passo horas me lamentando sem conseguir sair do lugar,
Estática sem conseguir lutar contra o mal pensamento que me aflige.
Imaginando, fantasiando vidas que não poderei viver...

E sem querer pensar em nada, busco companhia.
Encontro uma amiga,
Desabafo poucos medos, escondo o que realmente me perturba,
Ainda assim, me sinto um pouco melhor,

E tentando esquecer de tudo, me desligo do mundo,
Preciso dormir.

Boa noite!