terça-feira, 11 de setembro de 2012

Tempo...


Apenas uma menina da cidade do interior.
Uma menina que não quer envelhecer,
Uma menina que não quer ver que o tempo passou.

Sem maiores pretensões ela abre a janela da vida
Debruça-se sobre uma ampulheta
E assiste os mais diversos grãos passarem pelo funil
Que define quem merece viver ou morrer.
Sem entender a ordem dos fatores, ela apenas assiste o mundo ao redor.

Aprecia a noite, deprecia o dia.
Embalada nas teias do acaso,
Amamentada pelos seios do destino
Segue seu rumo ao tempo que não voltará jamais. 

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