domingo, 9 de setembro de 2012

O mal é o medo...


Meu mal é ter medo.
Esse medo de expor meus desejos me deprecia.
Tenho mais receio de expor meus desejos do que de expor meus medos
Mesmo achando que deveria ser ao contrário,
Afinal, expor os medos pode ser muito destrutivo.

Não consigo medir a diferença de profundidade entre o desejo e o medo,
Só posso afirmar que ambos mergulham na intimidade.
Ambos mergulham na minha intimidade.
Mergulham de uma altura que mal posso ver.
O medo e o desejo mergulham de dentro de mim
Tentam saltar para fora.

O medo, esporadicamente, consegue se mostrar em forma de dor,
Já o desejo, pobre fracassado, se aprisiona nas correntes da razão e do juízo.
O que tem corrente não pode ser bom.
Juízo e razão nunca são coerentes com a emoção,
É uma irracionalidade tentar conciliar dois extremos que jamais se encontrarão.

Medo, desejo, razão e juízo,
Minha intimidade guardada a sete chaves que pretendo um dia jogar fora
Pra nunca mais precisar usá-las.
Ou os segredos deixarão de ter importância, ou deixarão de ser segredos...

Ambas possibilidades são melhores do que ter que ocultar o desejo
Ou ter que evitar expor o sentimento até por medo de expor o medo. 

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