segunda-feira, 9 de julho de 2012

O Nariz como limite do mundo

Se o nariz é o filtro do corpo, meu filtro está com defeito!
Respiro a poeira que resta da humanidade...
São as almas que vagam sem destino certo que nos corrompem.
Meu corpo não tem mais estrutura para filtrar tamanha maldade.

Não há destino para quem se condena.
O olfato começa a interferir na visão a partir do momento em que as lágrimas são pressionadas a sair do corpo... Tudo interligado!

As crianças de hoje em dia querem até que o patinete seja elétrico... Que graça tem isso?!!?
Mas voltando a realidade do meu nariz... Acho que o Córtazar tem razão quando diz que o nariz demarca nossos limites territoriais.

A visão busca o novo,
O olfato confirma a informação, o cheirinho de fábrica é sempre notável.
As mãos podem apalpar, mas não determinam a influência de algo na minha vida:
Que eu me lembre, nunca aconteceu assim!!

Quem decide o que fica ou o que vai é a razão,
Maldita moribunda que me persegue incessantemente!!
Maldita tirana que rouba as realizações do olfato, do tato e da visão!

Soberba razão que pune meus instintos primitivos em nome de uma ética invisível.
Entendo então que é o nariz que transmite algumas ordens à ditadora razão,
São cúmplices do sistema salafrário de manipulação do meu ser...

Maldita razão, maldito filtro com defeito, maldito nariz manipulador!!

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