quarta-feira, 20 de junho de 2012

Impenetrável

Desde criança me educo para sempre ter a expressão de paisagem.
Não importa o que esteja acontecendo,
Sei guardar minhas impressões só pra mim.

Por algumas vezes me deixo respirar,
Deixo-me ser simpática e expressiva.
Antes era excesso de timidez,
Hoje é uma escolha quando me calo e não me faço notar.

Guardo meus pensamentos,
Não sinto necessidade de demonstrar o que sinto, muito menos, o que apenas penso.

E não adianta buscar nos meus olhos qualquer sinalização para saber o que eu acho ou deixo de achar,
Minha mente é impenetrável,
Minha cara de paisagem sabe quando não quero me revelar.

O corpo inteiro corresponde ao que quero demonstrar ou ocultar: cinestesia perfeita!
Sou minha própria caixa de segredos,
Abro-me ou fecho-me quando bem quero.

Não tente invadir o meu espaço, sei manter-me impenetrável e isolar o que não me convém.
Quando é do meu interesse, sei abrir a guarda, publicar um sorriso e manipular a fala.

Seja bem vindo, e sinta-se feliz por não ter recebido minha fisionomia vazia de expressão
E sim, repleta de traços que expressaram o quanto eu fico feliz em te ver.

Lauraine Santos

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