quarta-feira, 13 de junho de 2012

Ele

Há algo nele muito familiar que não consigo dizer o que é.
É tão familiar que parece partir de dentro de mim,
Talvez esteja tão próximo que me impede de enxergar.

Tenho tentado há dias, não consigo definir que sensação é essa.
Sinto-me apenas deslumbrada com o ser desconhecido.
(Aliás, o desconhecido me atrai! Curiosidade é meu bom veneno).

Fecho os olhos e algumas expressões retornam facilmente à minha memória visual,
Ouço aquela voz com tanta nitidez que até as pausas de pontuação e entonação posso facilmente reproduzir.

A não contestação ao elogio que fiz,
A risada de total aceitação e felicidade demonstrando aceitar sem duvidar do que eu dizia.
 - Talvez seja isso, uma pessoa que sabe se deixar ser elogiada sem falsa modéstia -
A voz firme. O senso de humor moderado.
A inteligência saltando no olhar.
As mãos não são brutas como as dos homens operários,
Nitidamente vê-se as mãos canhotas de um intelectual.

Estou simplesmente fora de órbita,
Usando todos os sentidos sem decifrar nenhum.
Desde que o vi
Uma luz estranha  acendeu na minha mente e não me deixa mais dormir em paz.

Desvairada desde a primeira expectativa em conhecê-lo,
Acordada com sono por não conseguir parar de pensar nele,
Voz, sorriso, mãos intelectuais, humor e inteligência...

Não posso ter dúvidas: estou realmente apaixonada por ele!!


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