domingo, 17 de junho de 2012

01 de Junho de 2012.

Já há alguns anos escrevo essa data no cabeçalho dos meus textos.
Já há alguns anos escrevo sobre o que pretendo para o futuro.
Hoje, sabendo que nos anos anteriores eu fazia o mesmo que faço agora, me pergunto
Que futuro é esse que se repete ano após ano sem cessar?!
Esse é, literalmente, o futuro que escrevo.
Que apenas escrevo.

                               Tento me comunicar com o mundo em vezes que a comunicação comigo mesma está interditada. São as vozes caladas da solidão que me sufoca, são essas vozes que me submergem e me afogam em si mesmas...

   Do fundo do poço a única luz que se vê é inalcançável.
Os percursos não estão de acordo com os calçados que tenho.
Percebo que não tenho como fugir deste trajeto.
Sendo assim, o jeito é mudar meus sapatos.

           É impossível ouvir música sacra sem imaginar as pinturas barrocas do século passado.
           A cadeira de escritório me serve de parque, dou giros e vou de um lado a outro sem precisar me levantar.

As pessoas se sacodem, se descabelam em busca da verdade: a troco de quê?
Sempre fui dessas, de cobrar verdades, até que percebi que se as verdades fazem sofrer, é melhor não sabê-las. Principalmente, se não pudermos mudá-las. Foi quando descobri que algumas mentiras merecem não só crédito, como também, respeito.

          A verdade que machuca e deprecia é um afronto à maior das verdades que o homem merece experimentar: a felicidade.

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