terça-feira, 24 de abril de 2012

A maior humilhação que o homem pode viver é ter que implorar pra receber algum carinho...


Lauraine Santos

domingo, 15 de abril de 2012

Reflexões de um final de ano

O homem sobrevive e morre graças a sociabilização. É paradoxo demais: a morte e a vida estão sempre numa disputa sem vencedor.

Algumas coisas me fascinam mesmo quando estou distraída.

E depois, sinto algo que não sei explicar, é extase demais para uma pesssoa só que nem sabe ao certo o que sente. Eu só queria que a Internet funcionasse, porque um pc sem net é basicamente triste, como um corpo sem alma, sem vida, sem fôlego.

A paz é mais barata que a guerra, por isso o mercado mundial não investe nela. Porque somos todos capitalistas. Porque incitamos sem saber o mercado escravocrata. Porque somos ignorantes vitais.

E enquanto o mundo sofre vítima de seus próprios habitantes, nós permanecemos alheios e descrentes da desgraça que está porvir, permanecemos estáticos diante da miséria que já devora a milhares.

Não somos espelhos porque muitas vezes nem refletimos.

O homem é o mesmo há séculos: briga por comida, guerreia pelo sexo oposto(ou pelo mesmo), identifica-se com a música, é capaz de matar ou morrer por amor, sonha encontrar respostas para perguntas eternas, sonha com o inalcançável e não age no palpável.

Lutar pela felicidade, pelo conforto, bem estar... é um bem inestimável que o homem carrega dentro de si, que vale mais do que o próprio fato de estar vivo. Ter fôlego de vida significa bem mais do que apenas respirar.

Enfim, com sono demais para maiores discursos. Feliz Natal ao mundo.

Lauraine Santos.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Coração do homem é terra que ninguém pisa

O amadurecimento nem sempre vem da melhor maneira.

A gente não pode cair na paranoia de viver o tempo todo como se alguém estivesse nos perseguindo, mas é triste perceber que pessoas que estão ao seu lado frequentemente, na verdade, sentem mais inveja de você do que admiração pelas suas qualidades.

É estranho, vejo as pessoas falarem com orgulho quando sabem que alguém as inveja, no meu caso, me sinto realmente triste. Não me sinto superior por isso, mas lamento que essas pessoas não enxerguem o potencial que têm e se sintam tão inferiorizadas quando são apenas detentoras de qualidades diferentes das minhas.

Infelizmente, alguns laços precisam ser definitivamente cortados.
Não sinto a menor alegria nisso. Perceber a intenção do outro nos protege, mas faz sofrer mesmo assim, principalmente, quando o outro é alguém a quem se ama.

Sempre soube que na maioria das amizades eu me dou mais do que recebo, no entanto, me acostumei a isso, sei que nem todo mundo sabe se doar, aprendi a ser assim, só não sabia que isso, ao mesmo tempo que beneficiava os amigos, despertava-lhes também inveja por não terem essa mesma disposição para ouvir, entender, aceitar, amar independente de qualquer situação.

Na nossa amizade, pergunto;
Quantas vezes foi você que me procurou para desabafar?
Quantas vezes foi você quem perguntou sobre o meu Deus? Nunca me atrevi a invadir nenhuma a fé.
Quantas vezes eu procurei e você não pôde me atender, porque estava com sono, ou com preguiça de sair de casa para vir me ouvir?

Não me lamento pelas vezes que parei tudo o que estava fazendo pra te ouvir, te atender, secar suas lágrimas ou chorar com você, eu fiz a minha parte. Só é triste perceber que ao invés de aprender a me amar por isso, você tenha inveja por não ser quem eu sou.

Lauraine Santos