sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Até onde vai a maldade do homem?

Durante essa semana refleti muito sobre a maldade do homem. No entanto, não foi a maldade nua e crua que mais me intrigou. Claro que os bombardeios, a pedofilia, a tortura física, os assaltos, tiros e assassinatos me entristecem, mas o que realmente me aborreceu foi a maldade sorrateira que se alastra na sociedade.

A maldade é tão velada que se finge de brincadeira, se fantasia de amor, se diz amiga, mas mente o tempo inteiro, engana, faz fofoca, ilude, corrompe. Mata a sangue frio. É uma inimiga invisível, que se deixar, faz-nos parecer paranóicos, como se estivéssemos enxergando fantasmas que não existem.

Alguns cometem a maldade pelo hábito, outros pela burrice, pelo acaso, sem querer! O fato é que não temos como evitar determinados erros, e sou muito complacente com os erros dos outros, tento sempre acreditar que existe algum fundamento no comentário maldoso, nas atitudes duvidosas, no entanto, chega um momento na vida em que precisamos estar mais atentos às intenções do que aos gestos e ao que as palavras dizem.

Não sei o que é pior, se não perceber a maldade (e deixar que ela atinja seu objetivo de envenenar), se ter que viver atento para não ser contaminado, ou se é percebê-la às vezes vindo de onde menos se espera. Ou seja, de uma forma ou de outra, se permitirmos, ela consegue nos matar a alma.

Vejo que ainda preciso aperfeiçoar minha percepção e criar métodos mais eficazes em combater a maldade alheia, estar atenta aos significados contidos nas entrelinhas, não me deixar ludibriar por sorrisos falsos. Desmascarar a maldade como forma de proteção. Não temos como evitar que sejam maldosos, mas podemos encarar e ser fortes o suficiente para não deixar que a maldade nos derrote.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

14 de novembro de 2008

Linha, passo, linha passo. Piso no preto, piso no branco.
Preto, branco, preto, branco, linha, passo...
Sincronia aritmética dispensável à cinestesia: expressão corporal psíquica.
Penso em tudo e nada me convém. Distingua-se de si para ser.
Componha-se, faça-se, apenas não iluda-se,
Mesmo que a realidade seja dura demais.
Estrague-se!
Ninguém é de ferro e nem deve tentar ser;
A graça as vezes está no que não somos;
Sabendo-se que, até para achar graça tem que ter hora.

Como desvairada que sou posso rir sozinha sem desconfiar do que pode dar errado.
O errado sempre acontece, queira você, ou não!

Um bem -te-vi me acordou essa manhã.
Dizem que é mal agouro. Se é verdade, só vou saber com o decorrer dos dias;
Posso dizer que só validarei a crença num prazo menor que 48 horas.
Caso contrário, atribuo ao acaso qualquer fato passado desse período...
Se não, podem todos os bem-te-vis da região cantar no meu ouvido - por pouco tempo, pois convenhamos que depois de alguns minutos perde a beleza encantadora da natureza.

Paixão: apaixonar-se é sentir medo incessantemente. Pergunto-me: o que tem a ver o bem te vi do parágrafo anterior com a paixão avassaladora que descrevo aqui?

►Creio que a paixão seja um mal agouro aos planos futuros dos apaixonados... E talvez essa seja a única conexão entre os parágrafos anteriores.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Sonhos distantes

Estou aqui com meus devaneios,
Meus sonhos bobos, vãos.

Não gosto de me emocionar,
Lamento meus sonhos impossíveis.

É fácil enxergar o milagre do vizinho,
Mas é complicado entender o que Deus quer nos dizer quando tudo que ouvimos é NÃO.

Eu tento entender.
Hoje me deparo com frustrações do passado e vejo o quanto me foram boas!
Percebo que tenho uma vida melhor do que a que eu estava escolhendo.

Por outro lado, vivo angústias que não sei como driblar, pois não tenho como parar o tempo,
Não tenho como mudar o que deu errado, e nem sei como alterar o destino.

Estou com meus sonhos estacionados.
Todos parados numa estação distante e sem probabilidade de locomoção.
Não sei o que fazer para realizar-me em tudo que sonhei,
Pois apenas crer no mover de Deus já não é suficiente.
Não quero apressar o tempo, nem enfiar os pés pelas mãos,
Quero apenas deixar de sofrer por uns sonhos impossíveis...