quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Encarando a ignorância

Eu vivo de passado, presente e futuro.
Vivo do que sou e do que não sou.
Vivo de não ser o que quero.

Vivo por viver, sem respostas nem explicações.
Sou repleta de interrogações que sacio com hipóteses infundadas,
É assim que invento meus mitos. Sim, os mitos surgem da ignorância.

Apesar de ser difícil admitir, também tenho um lado desconhecedor de muitas ciências.
E é esse lado que me permite criar absurdos e experimentar o surreal.
É a ignorância que estimula minha criatividade.

Ignoro as causas e os fins do sofrimento, por isso sou poeta,
Pois assim posso especular sobre o que sinto mesmo sendo o que desconheço.

Sinto, mas não conheço.
Percebo, mas não vejo.
Encaro, mas sei que não passam de fantasmas.

Deparo-me com a ignorância, presto-lhe um sorriso e sigo adiante,
Certa de que ironizei e passei por ela sem ser notada como ignorante.

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