segunda-feira, 29 de agosto de 2011

O prazer da mordomia

Como desde criança, aos domingos, vou à igreja.
E ontem não foi diferente, mesmo que ultimamente eu ande bem preguiçosa, fui à igreja.

Cheguei em casa e fiquei rememorando os fatos, os amigos ali vistos, a palavra dada e etc e tal.
De tudo, o que mais me fez sorrir foi lembrar de um jovem, novato na igreja, que notoriamente vê-se que tem alguma deficiência mental, e apesar de não ter nenhum título ou cargo dentro da igreja, por diversas vezes o vi encher os copos, colocar numa bandejinha e ir servir água aos demais irmãos.
Em determinado momento, ainda antes do início da reunião, eu tinha acabado de beber água e ia até a lixeira jogar o copo fora, quando me levantei com o copo na mão, ele veio imediatamente me minha direção, perguntando se eu queria mais água, como eu disse que não, ele me disse que eu poderia continuar sentada, que ele jogaria meu copo fora pra mim.

Foi um gesto tão simples, tão pequeno, mas que alcançou uma proporção tão grande dentro do meu campo de visão...

Entendi que quando você quer servir, não precisa ter um cargo de "assessor", "assistente".
Basta colocar a mão na massa e servir. Aquele rapaz certamente não almeja cargos, sua deficiência não permite tal "audácia", ele apenas satisfaz-se em servir.
Foi a primeira linda mensagem que VI naquele domingo de ontem... Um rapaz com deficiência que compreende e exerce perfeitamente a essência do cristianismo: a mordomia, o prazer em servir.

Pequenos gestos, grandes significados.

Foi o que eu vi, e aprovo.

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