domingo, 24 de julho de 2011

Fotografia

Antigamente diziam que tirar foto roubava a alma das pessoas,
Com o tempo perceberam que a máquina na verdade captava as imagens e não roubava as almas.

Hoje passei os olhos em uns álbuns e vi através das imagens: enxerguei as almas.
A máquina captou o amor em gestos imóveis.
A máquina registrou o que não se pode ver com os olhos.

Vi que não importa o tempo,
Não importa a qualidade da imagem,
Não importa se você estava presente ou não quando a imagem foi fotografada,
Pois as almas se revelam sem palavras.

A fotografia desse amor não tem imagem, não tem cor, não tem formas,
Na linguagem de hoje em dia, podemos dizer que não tem megapixels...

São apenas sentimentos expostos em imagens que não se movem,
Mas que, captadas as almas, comovem e envolvem o vidente através do que ele nem ao menos sabe que vê.

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