sexta-feira, 24 de junho de 2011

03 de março de 2011

É carnaval, toda tristeza se fantasia de festa.
A solidão se junta aos seus iguais para embebedarem suas almas.
Sóbrios são os sentimentos de delírio e diversão.
Vazios são os olhos,
Vazias são as vidas,
Que sóbrias, não são ninguém.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

E o troco intelectual?

O intelecto não produz capital.
O poder braçal é maior que o intelectual.
São as massas de manobra que produzem renda para os assalariados de plantão.
Ossos do ofício. Oficiais sem tradição.
Um país sem destino, à deriva da sempre oposição:
Oposição aos interesses comuns da sociedade.
Viramos os mestres da contradição.

Floreios no lamaçal da vida, discursos enfeitados de ilusões.
As frustrações devoram as vidas da sociedade, são inúmeros sonhos inacabados, interrompidos, impossibilitados pela burocracia macabra.

Sou eu e você, nobre, pobre intelectual,
Trabalhando com seu cérebro a trôco de nada.


domingo, 12 de junho de 2011

Citação de Papias de Hierápolis- entre 70 e 140 d.C

É incrível, parece que estou vendo o mundo cristão de hoje!
Cada templo oferece mais milagres que os outros...
Li, gostei e vim compartilhar!!
"Haverá dias em que nascerão vinhas que terão, cada uma, dez mil videiras; cada videira terá dez mil ramos; cada ramo terá mil galhos; cada galho terá dez mil cachos e cada cacho terá dez mil uvas e cada uva espremida renderá vinte e cinco metretes de vinho. E quando um dos santos pegar um dos cachos, o outro cacho gritará: 'pega-me porque sou o melhor e, por meu intermédio, bendize o Senhor'. Da mesma forma, um grão de trigo produzirá dez mil espigas e cada espiga dará dez mil grãos; cada grão dará dez libras de farinha branca e limpa.
Também os outros frutos, sementes e ervas produzirão nessa mesma proporção. E todos os animais que se alimentam dos alimentos dessa terra se tornarão pacíficos e viverão em harmonia entre si, submetendo-se aos homens sem qualquer relutância".

Você está pronto para perder sua túnica?

Hoje, como não dormi ainda, aproveitei a manhã para ver TV.

Fiquei ali trocando de canal, ouvi música clássica de uma apresentação em si bemol ocorrida há 40 anos +/-, e logo depois, fui parar num desenho animado falando sobre a vida de José do Egito.

Foi quando me dei conta de que José perdeu sua túnica por duas vezes. (ooohhh... o mundo já deve ter percebido isso! rs)...

Em ambas as vezes tomaram a túnica de José para o lançarem aos ratos, ao esgoto, ao pior estado que o homem pode ser submetido.

A primeira vez foram os irmãos de José que por ciúmes e inveja lhe tiraram a túnica e o lançaram no poço, o venderam como escravo...

A segunda vez foi a mulher de Potifar que o arrancou a túnica afim de vingar-se por tê-la negado, o que acaba levando José novamente ao fundo do poço, desta vez, como presidiário.

Em ambas as vezes José é re-erguido por Deus.
Em cada vez num cargo mais alto.

Mas enfim, o que quero dizer é que "coincidentemente", no antigo testamento, quando diz-se que alguém rasgou as vestes, trata-se de um momento de angústia, tristeza, humilhação, devido a isso as pessoas rasgavam suas vestes.

No caso de José, ele não rasga suas vestes, terceiros tomam-lhe a túnica por duas vezes e então o lançam na angústia.

Por duas vezes (citadas) José conhece e sente o que é estar humilhado (fora os pormenores que a história não conta: os maus momentos como escravo, a vida maravilhosa que devia ser na prisão, e etc... ).

No entanto, a fé de José não estava nas suas túnicas.

A verdade é que nós queremos as nossas túnicas. Rasgar as vestes? Jamais!!
Não estamos dispostos a perder essa vestimenta superficial e deixar Deus fazer tudo novo em nossas vidas.

Mesmo assim, as vezes, para chegarmos aonde Deus quer, para chegarmos aonde almejamos para uma vida cristã saudável, precisamos estar dispostos a perder nossa túnica, seja ela colorida, de linha, de lã, de ouro ou seja lá do que for... Precisamos passar pela humilhação, pela injustiça, pelos problemas comuns da vida, mas pra isso, eu pergunto: você está pronto para perder sua túnica?

Boa reflexão!!

terça-feira, 7 de junho de 2011

Percurso da vida

Os sentimentos que você me obriga a expressar saem como palavras pela minha boca: como se fosse um rolo de arame farpado sendo arrancado das minhas entranhas.

O tempo passa sem eu perceber.
A vida segue seu rumo natural, e nem sei que rumo é esse...
Ninguém tem o endereço, ninguém sabe dizer exatamente pra onde ela vai.

O ponto final é a morte, mas convenhamos que morte não é destino para a vida seguir...
O destino da vida deve encerrar-se pouco antes da morte.

O tempo é o percurso da vida.
E eu, você, telespectadores, somos atores nesse grande espetáculo, onde a vida se mostra através de nós.

E os sentimentos, arames farpados, entranhas expostas no asfalto da vida, somos apenas nós mesmos em nossa essência sem matéria.