sexta-feira, 6 de maio de 2011

Tantos então...

É a ópera dos operários. Sinfonia filarmônica.
Personagens ilustres se desmontam em pedaços que lhes desmascaram.
É a vida em movimento.
São destroços da função sintática, são palavras não ditas repletas de significados.
Estrofes de uma composição ininterrupta.
Somos os clássicos da religião, o mundo em bolhas de sabão.
As memórias esquecidas de uma preguiça infinita se perdem na terra do nunca.
Marquizes que permitem a sombra da intimidade.
Quem "se acha" muito, é porque se procura muito, e só se procura muito, quem não sabe quem é ou onde está.
Eu me procuro, me escontro em cada esquina, em cada olhar, em cada gesto descoordenado.
Procuro-me insaciavelmente!!!
O sol e a sombra. O reflexo e o objeto refletido. O reflexo não é o que parece, ele apenas transparece, e o objeto refletido, esse sim, é muito mais do que se vê apenas pelo seu reflexo.
A sombra é o reflexo e o sol não é o objeto refletido, o sol é muito mais que tudo isso...
O bando da cigarra hippie está chegando, aliás, que cigarra não parece hippie? Todas parecem!
Vivem de cantar até estourar, até a vida acabar... oras, são parceiros da vida instantânea, viventes do agora e perseguidores da utopia.
Tão sérios e carrancudos prosseguem os infelizes.
Tão sorridentes são os que possuem esperanças.
Tão monónotos são os céticos.
Tão introspectivos somos nós, que lemos, entendemos e sentimos o que a razão não consegue se quer compreender.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Marque presença