sábado, 21 de maio de 2011

O Breu do MEU mundo

Olho em volta e tudo que vejo é breu.
Escuridão silenciosa, solitária.

Um enorme abismo se forma em volta de mim.
Não consigo enxergar nada.
Fico ausente de outros sentidos,
Pois a audição não distingue os sons que sorrateiramente se manifestam.
O olfato não consegue perceber o que está diante do nariz.

Esse abismo me devora.
Mastiga minha alma com vagareza, lentamente, delicia-se com meu sofrer.
Morosamente degusta da minha aflição.

Sinto minhas entranhas ardendo em medo.
Sinto-me dormente assistindo o fim da minha vida.
Assisto o breu do meu mundo, o breu das minhas dúvidas sem respostas,
Assisto-me terminar sem forças para lutar.

Saudades de uma amizade distante

É pra mim que você corre quando se sente só.
É em mim que você pensa quando se sente triste.
É nos meus braços que você encontra consolo quando o mundo te abandona.

Eu sei que você chora calada,
Seu que você ri sozinha quando se lembra das nossas pieguices.

Mas sei que você só pensa em mim quando o mundo te esquece.

E mesmo que você não precise, te abraço em pensamento,
Te acolho do vento e te protejo da vida com o meu amor.
Sinto sua falta . Penso em você.

Também nos meus momentos de dor sei que a sua alma me protege.
De alguma forma, também me sinto segura apenas com o fato de você existir.

Penso em você quando meu mundo cai.
Penso em você quando preciso chorar.
Penso em você em cada simples segundo que se passa.

Penso em você, penso em mim.
Lamento-me por estarmos distantes,
E agradeço aos céus por ter me dado o seu amor,
Que é maior que a distância.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Tantos então...

É a ópera dos operários. Sinfonia filarmônica.
Personagens ilustres se desmontam em pedaços que lhes desmascaram.
É a vida em movimento.
São destroços da função sintática, são palavras não ditas repletas de significados.
Estrofes de uma composição ininterrupta.
Somos os clássicos da religião, o mundo em bolhas de sabão.
As memórias esquecidas de uma preguiça infinita se perdem na terra do nunca.
Marquizes que permitem a sombra da intimidade.
Quem "se acha" muito, é porque se procura muito, e só se procura muito, quem não sabe quem é ou onde está.
Eu me procuro, me escontro em cada esquina, em cada olhar, em cada gesto descoordenado.
Procuro-me insaciavelmente!!!
O sol e a sombra. O reflexo e o objeto refletido. O reflexo não é o que parece, ele apenas transparece, e o objeto refletido, esse sim, é muito mais do que se vê apenas pelo seu reflexo.
A sombra é o reflexo e o sol não é o objeto refletido, o sol é muito mais que tudo isso...
O bando da cigarra hippie está chegando, aliás, que cigarra não parece hippie? Todas parecem!
Vivem de cantar até estourar, até a vida acabar... oras, são parceiros da vida instantânea, viventes do agora e perseguidores da utopia.
Tão sérios e carrancudos prosseguem os infelizes.
Tão sorridentes são os que possuem esperanças.
Tão monónotos são os céticos.
Tão introspectivos somos nós, que lemos, entendemos e sentimos o que a razão não consegue se quer compreender.

Postagem do tédio

"...Transformar o tédio em melodia..."

Eu transformo qualquer melodia em tédio,
Qualquer alegria em tédio,
Qualquer segundo em tédio...

Transformo-me em tédio para não cair na mesmice da felicidade rotineira e sem sentido.

Escancarar a canjica e sorrir não é nada simpático quando não se sabe a causa de estar sorrindo.
Pra mim, sorrir tem que ter uma causa,
E, sinceramente, não é qualquer causa que me faz feliz.