domingo, 29 de agosto de 2010

Eu deveria ler isso todo dia - Vc tbm! rsrs


"O ser humano aprendeu a atuar no teatro social com brilho, mas não no teatro psíquico, onde é preciso filtrar estímulos estressantes, gerir seus pensamentos, proteger suas emoções. Somos tímidos espectadores onde deveríamos ser ágeis atores.
No dia-a-dia, a mente pensa tolices, a emoção dá crédito a elas e o Eu ingênuo, que não aprendeu a decifrar os códigos da inteligência, paga a conta por não saber filtrar os pensamentos. A vida tão bela se torna, assim, uma fonte de angústias.
Decifrar os códigos da inteligência não é um luxo intelectual, mas uma necessidade psíquica vital."
Augusto Cury

Sem inspiração

Apenas um domingo a mais no calendário. Uma hora a mais no sistema de Deus.
E eu... uma pessoa a mais no mundo.
Imagino-me com um cigarro.
Imagino-me fumando o meu cigarro.
Imagino-me, de camisola, de frente pra janela, de costas pra luz, meia luz na verdade;
Fumo, expiro, jogo fora as cinzas... olho em volta, não há nada. Não há ninguém que possa me conter.
Fumo pelo prazer de aliviar a ansiedade... apesar de saber que fumar não traz saciedade.

Quero o fumo por ser poético. Podem dizer que não, mas o fumo é literário, poético, um ato vivo, uma expressão contraditória de liberdade... por favor, alguém, dê-me um cigarro?!

A poesia da vida descrita nas proibições mais atraentes, como o fumo e o vinho: bebida dos boêmios, poetas, artistas, escritores....

Sou quase tudo isso, imagino-me, vejo-me assim, mas ainda me faltam o cigarro e o vinho.

Lauraine Santos

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Ctrl+C + Ctrl+V = gostei!

Já me falaram que pra ser interessante tem que ser bonito, que pra ser bonito tem que ser magro, que pra ser magro tem que passar fome.

Já me falaram que para ganhar dinheiro tem que trabalhar, mas que pra conseguir um bom trabalho tem que ter sorte e que sorte não se compra no mercadinho da esquina.
Já me falaram que ter sonhos é bobagem, que sonhar muito é ocupação de preguiçoso e que preguiça faz mal.
Que Papai Noel não existe e que só acredita nele quem é criança e que ser criança é tempo finito. Já me falaram que o bom é o preto no branco, que usar preto emagrece e que roupa branca se lava com água sanitária.
Que dormir oito horas é o certo, desde que se deite às 10h e se levante às 6h, passando disso te chamam de desocupado.
Já me falaram que ler é importante, mas que leitura boa é aquela de gente inteligente e que parecer inteligente ta na moda.
Que ser educada é falar baixo, cruzar as pernas quando se senta e que permanecer sentado muito tempo interfere na circulação.
Já me falaram que escrever é terapia e que terapia é coisa de maluco.
Que ser feminina é estar sempre cheirosa e arrumada, mas que mania de arrumação é irritante. Já me falaram que homem adora mulher de unhas pintadas de cor clara e sem celulite.
Que a vida de solteiro é vazia e que a vida de casado enche.
Já me falaram que homem não presta e que amor de verdade é estória de novela mexicana.
Que romantismo é coisa do passado, que pra se dar bem a gente tem que jogar.
Fingir ser.
Fingir sentir.
Fingir sorrir.
Fingir mentir.
Fingir fingir.
Mas, falaram-me tb da importância de ser fiel a mim, de fazer crescer a crença em minhas convicções.
Falaram-me: RODRIGO, seja a senhor das suas opiniões!
Que não existem verdades inexoráveis.
Então, descobri que beleza de verdade é que ta do lado de dentro, que pra ser bonito basta se sentir assim.
Descobri que comer além da conta às vezes não faz mal a ninguém e que dinheiro não é o mais importante.
Aprendi que sorte é materialização do esforço e que o trabalho dignifica qualquer conquista. Descobri que sonho é como o sangue que corre nas veias e que ter preguiça é natural.
Que permanecer criança é tão importante quanto se tornar adulto.
Aprendi que ao preto e ao branco podemos misturar cores e fazer do mundo um arco-íris. Aprendi que não importa dormir 8 min, 8 horas ou 80 anos, se o que vale é estar acordado para os sinais que a vida nos dá.
Aprendi que ser desocupado é um tipo de ocupação que estabelecemos com o nada e que fazer nada também cansa.
Que todo tipo de leitura alimenta desde que nos remexa por dentro.
Que a inteligência da moda é aquela que nos permite entender e aceitar o outro como nosso irmão.
Aprendi que ser educado é demonstrar respeito.
Que gritar limpa o espírito.
Que pra circulação é bom fazer caminhada e que é pra frente que se anda.
Aprendi que caneta e papel em mãos é arma contra a melancolia e que todo mundo precisa de terapia.
Que de médico e louco tb tenho um pouco.
Aprendi que felizes são os malucos, pois eles são livres.
Aprendi que o que irrita é necessário e que até o necessário é prescindível.
Que esmalte escuro fortalece as unhas e que celulite é feminino.
Aprendi que o que preenche a vida não é seu estado civil, mas o recheio que escolhemos para colocar dentro dela.
Aprendi que o sexo masculino é sofisma e, por isso, sempre inconclusivo e inconcluso.
Aprendi que ser antiquada é bacana e que tb posso ser atriz de novela mexicana.
Aprendi que ser mau jogadoro não me torna necessariamente um perdedor.
Aprendi que o amor tb pode vir de mãos dadas com a dor.
Aprendi que não adianta forjar sentimentos, ensaiar sorrisos, maquinar mentiras ou fingir ser fantoche dos acontecimentos.
Aprendi ser EU, com todas as cargas, todos os pesos, todas as dores, amores e dissabores que ser EU me traz. Mas, ser EU, é divertido. Isso, ninguém me falou.
Aprendi sozinho...

Rodrigo Felix...®.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Por hoje.

Meu pequeno blog...

Meu diário público virtual.

Minha vida exposta como nem meu corpo se expõe.
Meu íntimo, meus sentimentos, minhas verdades e mentiras aqui, diante de qualquer olho não que não apenas leia, mas que ultrapasse os limites da gramática politicamente correta.

Sem querer expor meus sentimentos tristes em palavras comuns, termino por aqui - por hoje.

Lauraine Santos.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

16/10/2010

O que agora quero falar, é além de mim.

O contexto social me levar a crer que voltamos a era do antropocentrismo, onde o homem é o centro e não mais Deus. Conclui isso através de pequenas coisas que simplesmente explodiram no meio gospel. E posso dizer, por conhecimento de causa, que também ocorreu em outros meios cristãos.
A começar pelos louvores.
Os louvores antigos diziam: " celebrai a Cristo...", "celebrai com júbilo ao Senhor...", "grande é o Senhor ... diante dEle nos prostramos... queremos o Seu nome engrandecer..." Daí entre tantos outros que nos colocavam claramente com a missão de mordomia, de servidores, na condição de adoradores de um Senhor soberano.
Por outro lado, temos os louvores de hoje. deveríamos pensar melhor antes de cantá-los. Vejamos: "restitui, eu quero de volta o que é meu. Sara-me.. põe teu azeite..." O "eu" está em primeiro lugar. Como se o sujeito estivesse dizendo pra Deus: "garçom, me atende aqui!" Os papéis estão invertidos. O verbo no imperativo deixa claro, ao menos pra mim, que Deus é quem tem que me servir. oras, quem é o mordomo afinal?
Ahhh... mas este é apenas um louvor. Vamos pensar em outro. "Quem quer a glória, traz a arca.." Muito bonito pra quem conhece a simbologia do tabernáculo, porém, nos dias atuais, em que os crentes não aparecem à escola dominical ( e quando vão encontram professores que sabem tanto quanto ou até menos que eles), quantos conhecem?? Então, infelizmente, mais uma vez eu vejo o homem colocado no centro, no lugar que deve ser ocupado por Deus.
Entendo subjetivamente uma ideia sendo transmitida: " quer algo, traz algo. Barganhe, negocie com Deus". Sinto informar, mas tentar trocar favores com Deus é totalmente insuficiente diante da realidade espiritual que isso significa.

E por aqui meu texto se acaba porque não encontro o rascunho original.

Lauraine Santos.