sábado, 28 de novembro de 2009

"tristeza não tem fim, felicidade sim"

... mentira tbm!!!!!

sabe aquele tipo de pessoa que só aprende na porrada*
sou eu!!

Custei, mas dessa vez aprendi mesmo.
Está doendo mais que o imaginado, porque eu não esperava ter q aprender...
Cada vez q penso sinto doer,
Sinto o quanto fui feita de babaca, de otária, de "qualquer";
Faltou consideração, faltou amor e respeito,
Conclusão: faltou tudo!!
Nunca pensei que me sentiria tão vazia novamente, mas estou.

Vazia e triste. Profundamente vazia.
E dói. E olho pra trás e vejo que não tem volta.
E não sei se choro por não querer que essa verdade esteja acontecendo,
ou se por ter sido feita de boba por tanto tempo.
Ninguém gosta de ser enganado, Passado pra trás, e comigo não é diferente.

Estou arrasada, destroçada, desfeita em milhões de pedaços, mas garanto:
Foi a última vez!

Lauraine Santos.

28/11/2009

Fúria.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

"Hoje, me pego pensando, sem mais nem porquê..."

Enfim estou estudando, (não apenas preenchendo espaço na sala de aula - estudando de verdade, lendo e aprendendo).
preenchendo novamente a curiosidade que nunca cessa,
mas que por vezes me deixa acreditar que será finita como eu.

Cu-riosidade.
Palavra curiosa essa!!!! risos...
Vou pensar só no sentido literal, porque assim sou desde que nasci.
Depois que descubro do que se trata, perde a graça, deixa de ser novidade.

Porém, nessa terra, não existe rotina, pois nada está parado. Tudo se mexe o tempo todo.
E eu... aqui!
Tentando inventar uma rotina pra viver.

sábado, 21 de novembro de 2009

PARTE V


Ermengarda decidiu em seu íntimo que acompanharia seu novo amigo, afinal, se ele quisesse fazê-la algum mal, já teria feito. Porém, antes de acompanhá-lo, ela pediu que o jovem aguardasse alguns minutinhos, para que ela fizesse uma breve reza que dizia o seguinte: querido Papai do Céu, ainda hoje sei que São Jorge está na lua montado no dragão lutando contra algum cavalo filho duma égua, também sou capaz de ver a Virgem Santa Maria Madalena alimentando aos animaizinhos, e São Francisco de Assis lutando pela Reforma Protestante nos Estados Unidos da América. Acredito que o ET só existirá na Era Futura de Steven Spielberg e que tudo não passará de cinema Holywoodiano; sendo assim, peço que não deixes que a Assaltante de Trem nos alcance e que no bordel as pessoas sejam normais e que esse rapaz seja do bem... Amém!
Neste momento Epaminondas chegava a estar atordoado. Jamais vira tamanha devoção e desconhecimento geral em uma só pessoa.
No caminho decidiram que Ermengarda ajudaria na venda de pipocas, seria uma forma de não deixa-la sozinha tão próxima aos tarados ricos da cidade. Também Epaminondas aproveitou para explicar a Ermengarda que, São Jorge não está na lua, que ele monta no cavalo e mata o dragão; que Maria Madalena não era virgem nem muito menos santa e que São Francisco de Assia não participaria da Reforma Protestante, que também não ocorreu nos estados Unidos da América, e sim na Alemanha, quanto as demais coisas, ele não podia prever o futuro, mas acredita com certeza que o filme ET será um marco na história das melhores produções do cinema.
O casal conversava fluentemente, com se fossem velhos amigos. A jovem estava altamente impressionada com a inteligência de seu novo amigo. Ele, por outro lado, estava altamente impressionado com a “dês-cultura” daquela moça. Ela lhe pareceria uma louca se não falasse coisas do futuro as quais ele desconhecia, mas sabia serem possíveis!
Após Ermengarda falar sobre um futuro com geladeira, luz elétrica, fast food, celular, computador, aeronaves e etc e talz, ela não resistiu e perguntou sobre as pessoas do bordel. Ela ainda não havia se dado conta, mas já haviam chegado...

PARTE IV – O ENCONTRO!


Ermengarda não sabia exatamente onde ficava o bordel, pois ela e todas as moças descentes da cidade eram proibidas de caminhar para aquela direção. Muitas eram as lendas e os mistérios que cercavam a Rua do Bordel, porém, Ermengarda não tinha outra opção, devia ir até lá pedir abrigo.
A última lamparina já estava quase se apagando quando Ermengarda viu uma sombra passar. Epaminondas também se assutou ao ver a sombra transposta do fogo na calçada. A moça se encolheu abaixando-se no chão; Epaminondas resistiu ao medo, mas não à curiosidade, e, mesmo sabendo que poderia ser a Assaltante de Trem, foi ver do que se tratava. Atravessou a rua valentemente e, ao ver a moça abaixada levantar os olhos, olhar para ele e gritar, não se conteve e gritou ainda mais altos, ambos sequer conseguiam sair do lugar. Passado o primeiro susto, foi amor à primeira vista. Ermengarda contou à Epaminondas o seu dilema e o deixou um pouco desconfiado ao contar que fora confundida com a Assaltante de Trem, mesmo assim, ele estava encantado demais para deixar que a moça fosse embora tão depressa.
Não haveria tempo de levar Ermengarda até sua casa, ele precisava chegar ao trabalho, precisava vender suas pipocas e garantir seus estudos.

PARTE III


A delegacia realmente não temia a Assantante de Trem e Ermengarda sabia que podia confiar no delegado Doutor Absalão Songa Monga, o problema seria conseguir acordá-lo. Drº Absalão era o único delegado da cidade e aproveitava a noite para tirar um cochilo e dispensava a todos os seus companheiros de trabalho, não gostava que nenhum deles o atrapalhassem em sua hora de sono.
Também este fato era de conhecimento de toda a cidade. Mesmo assim Ermengarda resolveu tentar. Pensou em tudo! Contaria ao delegado o que ocorreu após ele deixá-la na porteira do sítio e com os trombones da delegacia ele a levaria para casa e explicaria tudo aos seus pais.
Ermengarda só não fazia idéia de que seria impossível acordar ao delegado. A chuva estava fraquinha... e Ermengarda foi até a delegacia. Lá chegando, viu que tudo estava fechado, como toda noite: a delegacia estava fechada para dormir! Ermengarda esgoelou-se, e, para cada vez que chamava o nome do Dr Absalão ouvia um sonoro ronco que parecia cada vez mais profundo e longo. Depois de algum tempo, a pobre coitada e desorientada Ermengarda já estava ficando sem fôlego de tanto gritar, quando a chuva começou a apertar, e a moça se abrigou embaixo da única marquise que havia naquela rua.
Do outro lado da cidade... Epaminondas se preparava para sair de casa. A chuva atrapalhava um pouco a colheita de milho, mas Epaminondas não desistia de seus objetivos, sempre colhia e conservava em banha de porco uma maior quantidade de milho, justamente para os dias de chuva. Também matava o porco com antecedência, apesar de saber que a maioria dos seus fregueses prefiriam pipoca sem bacon.
Epaminondas sentia algo diferente no ar. Podia pressentir que aconteceria alguma novidade, o cheiro da noite já predizia só não se podia saber se algo bom ou ruim... já Ermengarda, tinha certeza de que esta seria a pior noite de sua vida. Não poderia ficar embaixo daquela marquise a noite toda; devia procurar abrigo para se proteger da Assaltante de Trem.
Apesar de toda a chuva, o bordel mantinha seu movimento normal com a mesma freguesia de sempre. Nem mesmo a Assaltante de Trem assustava aos freqüentadores do bordel.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

nada faz sentido qndo os sentidos estão insensíveis

Largue as mentiras...

já que o momento mágico se desfaz do ilusionismo na ciência de seus truques, e que a realidade bate a porta todos os dias....

Hoje estou assim

De volta à solidão eterna,
ao mesquinho egoísmo,
à vidinha que me destino sem destino certo.

De volta a mim mesma por meus olhos cegos.
Poeta sem estilo,
Existência sem sentido,
Nua e crua em mim por mim.

Egoísta sem opção,
Egocêntrica por satisfação,
Infeliz sem explicação.

Abandonada.
Sentindo-me sozinha e esquecida,
Infeliz.
De volta à minha eterna solidão...