segunda-feira, 23 de março de 2009

Estou cega pela escuridão.


É quando enfim percebo que o reflexo é, na verdade, o oposto do que se vê...

Como um espelho que se põe face a face com a realidade e nada se encontra de material ou físico.

Nenhuma imagem se projeta no espaço, pois tudo que se quer é abstrato e subjetivo:

Tudo traduz-se em sentimento, no entanto, o sentimento em si não tem tradução, independente de qual seja o seu objetivo....

termino por aqui, por não saber traduzir o que sinto neste momento de profundo breu e engano do reflexo que se põe diante de mim.


Lauraine Santos
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2 comentários:

  1. "...não saber traduzir o que sinto neste momento de profundo breu e engano do reflexo que se põe diante de mim." Muito bacana. Esse seria o mesmo sentimento de um poeta do Movimento Romantico;o não-se-ver, o não-se-reconhecer. E, ao mesmo tempo trata uma angustia de forma subjetiva e, também, íntima. O poeta que não se declara ao próximo, mas expressa seu sentimento a si próprio. Diante do espelho.

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  2. "Em O movimento romântico, Alain de Botton faz uma autópsia de uma relação condenada pela rotina."


    http://74.125.47.132/search?q=cache:mesY7FBs_ekJ:www.editoras.com/rocco/022070.htm+Movimento+Romantico&cd=2&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br&client=firefox-a


    Acho que a obs de Kely condiz com minha realidade, sendo portanto, correta em sua interpretação de meu texto.

    vc é d+ amiga!!

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