quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Epaminondas e Ermengarda

PARTE II

A mãe de Ermengarda já estava arrancando os cabelos com pinça, tamanha preocupação, já que já passavam das 21 hrs e nada de Ermengarda retornar de seu passeio.
Enquanto isso, Astolfo, pai de Ermengarda, vigiava atentamente a porteira de seu sítio, e a qualquer movimento suspeito, ele e seus filhos homens varejavam pedras, flechas, chicletes mascados e titica de galinha contra o que os ameaçasse. Em períodos de caos e terror como este que viviam, a família entrava em crise!
Astolfo e metade dos filhos achavam melhor apagar as lamparinas, pois assim evitariam que a assaltante de trem os visse dentro de casa e visse as armas que eles possuíam. A outra metade dos filhos de Astolfo, achavam melhor acender as lamparinas, pois assim, teriam como ver qualquer movimento suspeito dentro ou fora do sítio.
E assim, nessa pequena confusão entre pai, filhos e filhos, uns acendiam as lamparinas e outros apagavam, tornando a casa num verdadeiro pisca-pisca natalino. Ermengarda ia chegando, a lamparina estava acesa, seus irmãos então viram um movimento do lado de fora, porém, antes que se dessem conta de quem era, um dos irmãos apagou a lamparina, e por via das dúvidas, não titubearam e mandaram fogo! Até estrume de cavalo voou em cima da pobre Ermengarda; e assim ela foi expulsa de casa, mas, há males que vem para o bem.
Definitivamente Ermengarda passaria esta noite na rua, pois já passavam das 21:30hrs, nenhuma família de bem a acolheria, e em tempos perigosos como o que estavam vivendo, seria impossível pedir abrigo em qualquer casa de respeito.
A mocinha pensou em pedir abrigo na igreja da cidade, não muito distante de seu sítio, mas lembrou-se de três amigas que engravidaram do boto após dormirem em compania do padre.
Sendo assim, ela temeu aos divinos poderes folclóricos e descartou a possibilidade. A esta altura do campeonato, só existiam dois lugares que não temiam à assaltante de trem, a delegacia e o bordel. Ermengarda pensava: “oh, dúvida cruel!”.


Lauraine Santos

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

d q???

De que valem Títulos ou graduações, já que qualquer um tem capacidade de alcançá-los?? nada q algumas horas de dedicação impossibilitem, mas nada disso tem valor, já que o mais importante, O AMOR, é Deus quem dá e somente a humildade e o quebrantamento facilitam a proximidade com essa dádiva. Enfim, de nada valem os títulos, se Deus estiver distante do seu estilo de vida.

Lauraine Santos