quinta-feira, 22 de maio de 2008

Acho que eu me faço muito mais de confusa do que o que realmente sou.
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Mas é porque gosto da poesia, da filosofia, das interpretações, da psicologia...
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Gosto das confusões emocionais, dos conflitos da mente e da alma, se não é que ambos sejam iguais.

Refiro-me a mim como estranha, diferente, esquisita, louca... tento destaque com algum desses adjetivos, porque sei que sou exatamente igual a todos neste mundo...

Uso reticências sem o menor dó ou piedade, é como se nada tivesse fim e toda minha escrita fosse reticente, tal qual as minhas pontuações diárias em cadernos, anotações e pensamentos.

Podem acreditar, eu não consigo dar fim a nenhum pensamento, ele pode até ser substituído por outro, mas concluido com sucesso, em minha mente, JAMAIS!

Por isso insisto no que pode dar errado; por isso persisto no que já foi dado como perdido: Por isso, eu sou eu, e você.... é prévia para as minhas reticências!!!
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"você ... é prévia para as minhas reticências" (literalmente falando, em termos literários).

Despeço-me sem fim, para permenacer em outro pensamento reticentemente anterior aos demais.


Lauraine Santos.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

É de repente...

E é assim, de repente,
Que todos os nós se desfazem,
Que todas as vozes se calam,
Que o tudo torna-se nada.
É de repente que tudo acontece,
É de repente que as coisas deixam de acontecer.
E é assim,
Que o fôlego cessa e que a vida se esvae,
Como a vida, que um dia se cansa de respirar.
Um espelho,
Você, eu,
De repente nós.
Tão de repente quanto a vida que se esvae:
De duas vidas uma se faz.
Lauraine Santos. (28/03/2006)