quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Carnaval social

Carnaval é importante? Sim!! É sim!

É mais importante que saúde, segurança e educação? Não! Certamente que não.

No entanto, contrariando o pensamento popular e até comum entre "intelectuais",

Também não é menos importante.

Carnaval é manifestação cultural!

É expressão de sentimentos, pensamentos, ideias e construções de um povo:

É resultado da interação entre o que constrói e é, pela sociedade, construído.

Não dá pra maximizar determinados setores da sociedade, minimizar outros e segregá-los como se fossem inteiramente independentes: não são. Estão inteiramente interligados e são, em essência, intimamente relacionados.

É o homem em sua expressão e existência: existindo e trazendo à existência uma sociedade da qual faz parte sem sê-la por inteiro, formando, em si, o universo como um todo.

Não dá pra desvalorizar, menosprezar, desdenhar. É rico em cores, ideias e demais elementos que não se pode enumerar.



Daí a eu curtir exatamente este tipo de manifestação cultural: já são outros quinhentos...

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Ver, viver, morrer, enterrar.


Vi meus sonhos morrerem

Minhas crenças ruírem

Minha fé desfalecer.



Vi meu alicerce fundir-se ao chão em fragmentos

Feito espelho estilhaçado

Feito cristal que jamais será recomposto à sua íntegra forma original.



Vi a violência outrora abafada,

Agora expressa em toda intensidade existente no universo. 


Vi a cruz do credo que carrego

Esfarelar feito farofa:

Corroída por cupins.



Força somada à velocidade

E o impacto da tragédia foi mortal.

Agora, é viver o luto,

O fim das muitas coisas,

O anoitecer e enterrar de verdades que não existiam.

domingo, 28 de janeiro de 2018

Alma cintilante


Debaixo de beijos e de estrelas
Cintilam a minha alma.

Foi uma breve paixão,
Durou menos que um verão.

Não foi quente o suficiente
Muito pouco aqueceu mente
Deixou na ilusão o meu coração.

Não lamento a solidão.
Gosto da minha própria companhia.

Lamento apenas a apatia alheia,
O abandono ao qual um ser humano é capaz de submeter o outro.

Exulto por saber
Que jamais me abandonarei.

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Sou eu em mim

Sou meu próprio castelo murado, forte e impenetrável.
Sagrado feito um templo
Silencioso.
Cinza.

Ouve-se o som de canto gregoriano:
É a minha consciência em louvor ao Criador.

Uma greco-romana
Habitando um lar medieval nórdico.

Paisagem gótica
Figurino de um inverno europeu.

Folhas secas
Vento frio
Pássaros recolhidos em seus ninhos...

Eu, de volta ao meu castelo
Trancada em mim
Contemplo o silêncio
Assovio, com o sopro da vida, um som sagrado
E desfaleço no sono
Profundo e prolongado.

Acordo depois de horas
Sem saber...
O tempo?
Já era! Que o que foi, não volte mais!
O que virá?
Que sejam almofadas e luzes para garantir o sucesso e aconchego do meu castelo
Que me sou em mim.

sábado, 20 de janeiro de 2018

Âncoras

O amor é um verso de solidão,
Um barquinho na imensidão
Um oceano de devassidão.

Quando a beleza se esconde
Nada mais se sobressai.

No meio do caos
As margens determinam as vibrações.

Pensamentos soltos
Sentimentos amarrados
Âncoras pesadas
Tão profundamente içadas
Capazes de afogar a quem simplesmente as vê.

O xis da questão

Há dias em que a solidão é EXTREMA
O silêncio é gritante
E as dúvidas são GIGANTES.

Há dias,
Como hoje,
Em que o mais evidente sol
Não apresenta o menor brilho.

Há dias em que o mover do ponteiro  pode levar horas
E que a distância entre a alma e o abismo dependem unicamente do impacto da velocidade do tiro,
E da força indisponível na alma alvejada.

Há o passado: que inexiste
O futuro: que jamais existirá
E o presente: que está embrulha com papel higiênico e jornal
- E ao que tudo indica, é uma caixa de vento! -

Há o agora
Presente solitário e medonho
Sombrio e prescrito (pré-escrito)
Pela metafísica impalpável e inexplicável.

Há o véu da solidão
O breu da enganação
O Xis da minha questão
Tirando "uni duni tê"
E marcando a resposta errada: você.