domingo, 10 de setembro de 2017

Uma pessoa de poucos amigos

Sempre fui de poucos amigos.
Pretendo continuar assim.

Não me nego a quem se aproxima,
Mas não me contento em ser objeto de descarte
Porque não uso ninguém como objeto,
Muito menos descarto quando "não interessa mais".


Essa frieza da atualidade me estarrece!!
Estarrece, aborrece, entristece...

É incrível que a sociopatia seja tão explicitamente visível e ignorada, tratada como algo normal, natural.
É incrível que o ser humano não se importe com nada além do próprio umbigo.
É absurdo que o homem consiga ser hipócrita de professar uma fé que não segue, não crê e não realiza.

Em gente morta, nada produz vida!

Cercar-se dos bons é o melhor que se pode fazer!
Valorizar quem tem valor,
Quem te escuta sem te julgar,
Quem te estende a mão mesmo quando foi você que se jogou do abismo,
Quem te ama e cuida apesar de todas as suas imperfeições...

Prefiro meus poucos e bons amigos.
Mantenho os antigos...
E quem é dos bons,
Pode chegar:
Que se junte a nós!!!

Lauraine Santos.


Você é aquela porta entre-aberta prestes a bater ou a escancarar-se de vez!
É aquela brecha na janela que não deixa o vento invadir a sala,
Mas também não o impede de entrar.
É aquela chuva que não molha,
Aquele sereno que não nutre,
Aquele bem que faz mal,
Aquele mal que até que faz bem.


É aquele mundo minúsculo perto do universo,
Que é gigante sendo o mundo de alguém...

(Continua no próximo capítulo)

VERDADE: ATO DE CORAGEM OU DE IDIOTIA?




Algumas crenças profundas precisam sempre ser questionadas!

Lembro de um período em que minha mãe trabalhava fora e quando chegava em casa perguntava se eu tinha almoçado. Eu já tinha idade para esquentar a comida e fazer meu prato, mas... a preguiça sempre era maior!! Então, a resposta era: “Não, não almocei.”


Um dia ela me avisou: “se você não almoçar amanhã, vai tomar uma coça!”

No dia seguinte, é claro que eu não almocei! Não estava com fome. Estava com preguiça!

E a rotina se repetiu.
Foi quando eu senti na pele o dilema entre mentir ou falar a verdade.
Ser “desobediente”, ok.
Agora... ser desobediente e mentirosa??
Hum... Nãnãnão!

Fiquei ali, entre a cruz e a espada
Entre a verdade seguida de uma coça
Ou a mentira inconsequente que me escravizaria para sempre por eu saber a verdade.

Contar a verdade, neste contexto, faria de mim corajosa ou idiota? Lembrando que a verdade era um “vale-coça”!

Ninguém precisa da mentira quando age corretamente, (não é regra, mas sabemos que poucas são as exceções).

Por misericórdia, não apanhei!
Afinal, quem fala a verdade não merece castigo. Esse foi o critério do dia. E foi decisivo para o resto da minha vida.

No dia seguinte eu almocei. Havia assumido um compromisso com a verdade, e a verdade é responsável com sua palavra, cumpre com suas obrigações.

Nunca mais tive medo de dizer a verdade.
Lógico que alguns inimigos surgem por causa disso.

Recentemente, numa situação chata, fiz uma pontuação direta e ouvi que: “VOCÊ ESTÁ QUERENDO DIZER O QUÊ?”.

Respondi com: “Não estou QUERENDO dizer nada. ESTOU DIZENDO!!!”

Deste dia em diante, passei a ser vista como “persona non grata” e as consequências vieram de modo não muito elegante. No entanto, em momento algum deixei de estar em paz comigo mesma.

Não confundamos liberdade com falta de educação. Muito menos com grosseria. Menos ainda com ter a língua solta!

Trata-se apenas de:

> Fez? Assuma.
> Falou? Assine embaixo.
> Errou? Admita.
> Acusou? Sustente.
> Ordenou? Carimbe!

Isto é permitir-se acertar, recomeçar, não ser refém ou escravo de nada nem de ninguém. Nem de si mesmo!!

Ato de coragem ou de idiotia, uma coisa é certa:
A VERDADE LIBERTA!

Lauraine Santos.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Por que sumir?



Alguém (vestindo a falsa capa da santidade) me diz:

- Fulano reclama que vocês não se vêem...






O que eu penso:

“Gente, Fulano deve ter algum problema mental!! Reclama de quê? Que a gente não se vê? Cansa de passar na minha porta, na minha cidade e nunca fez questão de passar nem pra dizer apenas OI! Por várias vezes passei por inúmeras situações difíceis e o Fulano, mesmo ciente, NUNCA mandou nem mensagem perguntando se havia chances de eu sobreviver! Incontáveis vezes... Fulano sempre me procura quando precisa, e me esquece quando não precisa mais! Está reclamando de quê? Que não nos vemos? Oi? Que quer me ver? Não mesmo... Com certeza, reclamando da falta de audiência. E apenas disso.”







Eu não sou de muitas visitas. Confesso até que sou mesmo falha nessas questões, mas também não reclamo de ninguém não me visitar. Não reclamo de ninguém não me mandar mensagem (nem mesmo o Fulano)! Eu entendo que é natural que alguns afastamentos ocorram, e que às vezes, quem se distancia, é porque está num momento difícil e precisa que eu me aproxime; e que mesmo a distância física não permite determinados tipos de cobranças quando há amizade, proximidade de almas.







Neste caso, não há proximidade de almas, e muito menos amizade recíproca. Sou eu pro meu canto e o Fulano pro canto dele. Podemos simplesmente levar um relacionamento social, mas não há motivos para cobranças do tipo “por que você não vem na minha casa?”. A resposta é simples: “porque não temos afinidade, não temos interesse nem vontade de estarmos juntos!” E da minha parte, sendo bem sincera, não tenho confiança o suficiente para frequentar a sua casa, não tenho gosto, apreço na sua conversa. Da sua língua vejo (e ouço) tanto veneno escorrendo, que tenho medo!







Para o Alguém não bem intencionado que me trouxe a queixa inicial, respondo apenas:

- Essa semana eu tento resolver isso... Finalmente estarei de férias!







Assim, não levo a questão adiante e encerro o papo.

Sem cobranças.

Sem leva e traz.







Inteligência para cortar gente futriqueira (e hipócrita) é essencial!!



E ponto.

domingo, 9 de julho de 2017

Nascer...



Nascer dói.
Ao humano, que deixa o ventre o materno.
Ao pássaro, que se esforça quando quebra a casca do ovo.
À semente, que para brotar, tem que germinar.


Tal dor, porém, é para o bem:
Que se faça o milagre da vida!

E, então, quando nasce o bebê, pequeno indefeso,
Quando brota a flor, leve e delicada,
Tendemos a esquecer a força do pequeno ser...
Forte o suficiente para nascer!

Belo, delicado, de aparência frágil. Ainda assim, definindo bem o conceito prático do que é força.

É isso.
Seja forte.
Permita-se nascer TODOS os dias.

Lauraine Santos.

Junho/2016
O vazio dói.
E o que é a solidão
Se não um vazio existencial profundo e escuro?